25 novembro 2006

Zona Azul e a Razão do Trabalho


Esta semana fui ao banco a fim de efetuar um depósito; estacionei o carro e liguei o pisca-alerta a fim de que, devido ao breve tempo que gastaria, não precisasse pagar a taxa da Zona Azul.
Quando fechei a porta deste e cheguei à calçada, ouvi uma voz feminina explicando algo a outra pessoa, como que ensinando algo. Só abri os ouvidos quando entendi, entre os barulhos dos carros que passavam na rua, o nome Jesus Cristo sendo falado. Olhei para trás e vi uma moça daquelas que trabalham na Zona Azul sentada em um banquinho e um senhor ao seu lado, ouvindo atentamente ela explicar (coloco o que consegui ouvir antes de entrar no banco): "...então Deus, olhando o mundo em pecado, chama esse mesmo Jesus que estava com Ele e diz: Olha aí, Jesus, o povo está distante de mim, deram as costas para a Palavra (...) vendo o pecado do mundo, Deus envia o único filho que tinha a fim de que o mundo fosse salvo por causa da morte deste".
Bom, acho que não preciso explicar muita coisa, visto que este blog é direcionado a cristãos, com certeza você entendeu do que ela estava falando.
O que me deixou "encucado" foi observar a maneira como aquela senhora estava usando o seu trabalho, como ela estava aproveitando seu tempo... Eu estava entrando no banco para resolver um daqueles problemas que nos afligem, um dos estresses que nos fazem esquecer qual deveria ser nossa prioridade, colocando o que passa como essencial, enquanto o que é eterno é deixado "para os fins-de-semana".
A moça da Zona Azul me fez pensar: "Como tenho gasto meu tempo? Quais têm sido minhas prioridades? Tenho colocado o Reino ou a minha vida à frente das minhas decisões?”. Fomos chamados para uma missão, e esta é a razão de existirmos, crescendo na Graça e no conhecimento do Senhor a fim de que levemos a Palavra aos perdidos, trazendo libertação espiritual aos cativos e sendo reflexos de Cristo na terra, fazendo com que o mundo com seus conceitos seja indigno de nossa vida aqui (Hb. 11:38).
Somos estranhos em terra estranha, representantes de Cristo... Como temos vivido? Quais têm sido as minhas, as suas prioridades? Nosso trabalho, nosso estudo, nossas amizades... Aproveitemos nossos recursos a fim de que tudo seja uma desculpa para concretizarmos nossa missão na terra; que sejamos como a moça da Zona Azul... Os carros estão em segundo plano, o evangelismo do homem sentado no banquinho é a prioridade.

23 novembro 2006

NOVA CONSCIÊNCIA: A INCONSCIÊNCIA DO ENGANO


Desde 1992 acontece, durante o Carnaval da cidade de Campina Grande do nosso Estado, o Encontro para a Nova Consciência. Para os que não sabem o que este vem a ser, trata-se de um Encontro ecumênico onde diversos grupos religiosos ou de ação social (salvo algumas exceções, como as profissionais do sexo, que também participam) discutem diretrizes para a busca pela paz mundial e o “andar de mãos dadas” entre todas as religiões (não confundir com a Consciência Cristã, encontro evangélico realizado nos mesmos dias e que busca levar o povo de Deus ao conhecimento de como rebater ensinos heréticos das seitas, Encontro este que visitei todas as noites vestido como fui para a Nova consciência: meio riponga, visto que me vestindo como eles, seria bem recebido, como de fato fui, decidi ir também à Consciência Cristã a fim de notar como um deles seria recebido por nós, evangélicos, ao que me surpreendi com a péssima recepção, mas esta é uma outra história...).
Este ano, mais uma vez estive no Encontro portando uma câmera juntamente com um amigo a fim de que, com a desculpa de que me dessem uma entrevista acerca de sua religião, alguns líderes ou simples membros dialogassem comigo, iniciando daí uma chamada ao evangelismo pessoal.
O primeiro entrevistado chamava-se Rasananda Swami (é costumeiro aos que se dedicam integralmente à religião Hare Krishna ter o nome modificado), coordenador de um seminário Hare Krishna em São Paulo e conhecido nacionalmente como um dos mais respeitados líderes desta religião. Após a entrevista, onde lhe indaguei acerca das doutrinas seguidas pelo seu grupo, chamei-o no canto e perguntei-lhe sobre a Bíblia e as palavras de Cristo, ele disse-me que não entendia de Teologia e que Cristo foi um homem de uma época, o período de tempo atual precisa de outro, sendo este outro um ser azul que toca flauta e é alimentado por uma vaca (sagrada na Índia, a vaca é digna de adoração e tida como mãe dos homens), Krishna é a quem se deve recorrer por meio de mantras, uma pequena música que deve ser repetida seguindo a contagem do japa (uma espécie de terço) por aproximadamente duas horas.
O segundo entrevistado foi Igor, chamado de “pregador andante”, também Hare Krishna, saiu da Rússia para a África, fazendo escala de alguns meses para evangelizar na Alemanha, de lá para a América do Sul; viajando sempre de carona e sobrevivendo de doações e das vendas de pequenas revistas sobre a religião editadas pelo próprio (por não ter ainda um mestre devido ao seu trabalho de andarilho, não foi batizado com novo nome).
Creio que, em toda a minha vida, nunca fiquei tão triste em conhecer alguém como fiquei quando conheci Igor. Igor mostrou-se alguém com grande interesse em falar de Krisha e do Bhagavad-Gita (escritura hindu que os Krishnas seguem), porém, o fazia com um olhar estranho. Observei que ele sempre olhava para baixo e demonstrava um vazio, apesar de falar com muito conhecimento da sua religião, tinha um semblante triste, notei por diversas vezes na sua fala à câmera e na conversa posterior que tive, um aspecto de medo intrigante. Daqui a pouco voltarei a Igor.
Quando terminei minha entrevista com Igor, um senhor que observava a alguns metros, aproximou-se e comprou um exemplar da revista do andarilho, saindo em meio à multidão defronte ao Teatro onde ocorria o evento. Senti uma sensação de cobrança e, prometendo ao missionário Krishna que voltaria, persegui o comprador do livreto.
Wilson, 65 anos. Perguntei ao senhor o porquê de haver comprado o livro, então escuto um relato de um acidente automobilístico há anos atrás e posteriormente, uma conversa com um Hare Krisha que lhe falara do livro sagrado; ainda tive tempo para ouvir um “estou tentando largar a vida que levo e me dedicar inteiramente a Krishna”. Ao iniciar uma conversa sobre a Bíblia, testemunho particular e plano da salvação espantei-me com a reação oposta: olhos estranhos, espuma pelo canto da boca, expressão de ódio na face e a mudança de voz: “eu conheço sua Bíblia de Gênesis a Apocalipse, tenho ódio a vocês cristãos”. Bom, se você se assustou ao ler isto, imagine estar a um metro e meio deste pobre homem tão pecador quanto eu e você, porém não conhecedor do Deus que conhecemos. Sr. Wilson não havia terminado ainda, após o espírito que o possuía citar inúmeros versículos e proferir maldições contra mim enquanto eu repreendia àquele a quem não via, olhou para um canto da praça e disse “aquele é meu guia, vou até ele, não me siga, desapareça da minha frente”.
Para meu espanto, não havia ninguém no local, ele falava de coisas que eu não podia ver. Após a saída do Sr. Wilson, senti um cansaço inexplicável, uma fraqueza nas pernas e saí do local com uma vontade imensa de chorar ao me dar conta do que é ver uma pessoa cega atormentada pelo maligno rejeitando a mensagem da sua salvação.
No penúltimo dia fui para a passeata ecumênica, e enquanto representantes de religiões diversas discursavam acerca de como cada homem poderia trazer a paz ao mundo, lembrava-me do príncipe da paz, o único que poderia trazê-la e que haviam sido deixado de fora da reunião, visto que não une-se a Baal e à sua falsa paz. Dirigi-me a duas vendedoras de literaturas Krishnas, que me ofereceram, ao que indaguei se poderiam me explicar o conteúdo destas – me indicaram um seminarista Krishna, chamava-se Krishnamala.
Iniciamos o diálogo com algumas questões que lancei quanto à sua doutrina, Krishnamala era consciente da sua doutrina, apesar da inconsciência da verdade que leva ao verdadeiro Deus. Testemunhei do que o verdadeiro Deus pode fazer em uma vida que reconhece-O como único Senhor, testemunhei do amor dEle para comigo e preguei-lhe a Palavra, nesta hora foi dado início ao mantra e uma multidão passou ao nosso lado, sendo Krishnamala chamado por um monge para que se retirasse com eles. Glória a Deus pelo e-mail dele, que já me respondeu o meu primeiro enviado.
Ainda no penúltimo dia tive a oportunidade de evitar que um rapaz assistisse a uma palestra sobre orixás, pois logo que cheguei ao encontro o vi entrando e o puxei, perguntando se poderia me ajudar dando uma entrevista rápida, como realmente foi. Devido à multidão em volta e ao barulho, aliado à sua pressa em se encontrar com alguns amigos que estavam na palestra, dialogamos rapidamente e disse-me que simpatizava com religiões afro-brasileiras, peguei seu endereço eletrônico e prometi contato breve.
Reencontrei-me com Igor vendendo sua literatura à porta do Teatro, este me disse que havia vendido alguns livretos, chamei-o para sentarmos e lhe falei meu testemunho de conversão e passei-lhe a mensagem da cruz, ao que fui correspondido com bastante atenção, ao fim do diálogo, ele me olhou com sinceridade e pediu-me que lhe escrevesse, alegrei-me sobremaneira, tive a sensação de estar conversando com um futuro irmão, irmão este que talvez não viesse a encontrar mais.
Alegrei-me ainda mais quando, no último dia pela manhã, antes de iniciar uma palestra na Consciência Cristã (o encontro evangélico), vi de longe este chegar e conversar com o mediador da palestra, que disse haver marcado um encontro com Igor para que falassem sobre a Bíblia, ali pude ver o mover da mão do nosso Pai por trás das cortinas.
No último dia conheci Martinho na porta do Teatro onde se realizava o Encontro. Martinho contou-me que pertencera ao Santo Daime, na época estava em depressão e o chá que provoca alucinações lhe deu uma paz repentina. Segundo o seu próprio relato, a paz durou até o outro dia pela manhã, ao que voltou a se reunir algumas outras vezes para provar da paz recebida após ingerir o chá. A depressão voltou, agora com mais força. Atualmente Martinho contou-me ser agnóstico: “se Deus existe, não estou muito interessado em conhecê-lo... Pelo menos não agora.”. Atualmente Martinho disse-me estar em depressão, também disse-me estar na porta do Teatro só “de bobeira”, buscando encontrar amigos.
Este é um texto resumido, não coloquei todos os diálogos que tive com “sectários”, com outros evangélicos que evangelizam ali e demais personagens do Encontro, apenas o que considerei como mais interessante aos que lessem.
Nova Consciência: inconscientes do pecado, inconscientes do engano, inconscientes da mentira que seguem... Como serão conscientizados da verdade? Como saberão que estão em erro? Como descobrirão que seus rituais e orações a falsos deuses jamais os levarão à verdadeira paz? Eu pergunto, Paulo pergunta, Cristo pergunta: Como pois invocarão àquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram falar? e como ouvirão, se não há quem pregue? (Rm 10:14)
Minha missão, sua missão, NOSSA missão: trazer aos inconscientes a consciência da ira de Deus quanto ao pecado, a consciência de que há remissão, a consciência de que só há um caminho para a paz, um caminho para a verdadeira vida: no EU SOU (Jo. 8:58).