23 novembro 2006

NOVA CONSCIÊNCIA: A INCONSCIÊNCIA DO ENGANO


Desde 1992 acontece, durante o Carnaval da cidade de Campina Grande do nosso Estado, o Encontro para a Nova Consciência. Para os que não sabem o que este vem a ser, trata-se de um Encontro ecumênico onde diversos grupos religiosos ou de ação social (salvo algumas exceções, como as profissionais do sexo, que também participam) discutem diretrizes para a busca pela paz mundial e o “andar de mãos dadas” entre todas as religiões (não confundir com a Consciência Cristã, encontro evangélico realizado nos mesmos dias e que busca levar o povo de Deus ao conhecimento de como rebater ensinos heréticos das seitas, Encontro este que visitei todas as noites vestido como fui para a Nova consciência: meio riponga, visto que me vestindo como eles, seria bem recebido, como de fato fui, decidi ir também à Consciência Cristã a fim de notar como um deles seria recebido por nós, evangélicos, ao que me surpreendi com a péssima recepção, mas esta é uma outra história...).
Este ano, mais uma vez estive no Encontro portando uma câmera juntamente com um amigo a fim de que, com a desculpa de que me dessem uma entrevista acerca de sua religião, alguns líderes ou simples membros dialogassem comigo, iniciando daí uma chamada ao evangelismo pessoal.
O primeiro entrevistado chamava-se Rasananda Swami (é costumeiro aos que se dedicam integralmente à religião Hare Krishna ter o nome modificado), coordenador de um seminário Hare Krishna em São Paulo e conhecido nacionalmente como um dos mais respeitados líderes desta religião. Após a entrevista, onde lhe indaguei acerca das doutrinas seguidas pelo seu grupo, chamei-o no canto e perguntei-lhe sobre a Bíblia e as palavras de Cristo, ele disse-me que não entendia de Teologia e que Cristo foi um homem de uma época, o período de tempo atual precisa de outro, sendo este outro um ser azul que toca flauta e é alimentado por uma vaca (sagrada na Índia, a vaca é digna de adoração e tida como mãe dos homens), Krishna é a quem se deve recorrer por meio de mantras, uma pequena música que deve ser repetida seguindo a contagem do japa (uma espécie de terço) por aproximadamente duas horas.
O segundo entrevistado foi Igor, chamado de “pregador andante”, também Hare Krishna, saiu da Rússia para a África, fazendo escala de alguns meses para evangelizar na Alemanha, de lá para a América do Sul; viajando sempre de carona e sobrevivendo de doações e das vendas de pequenas revistas sobre a religião editadas pelo próprio (por não ter ainda um mestre devido ao seu trabalho de andarilho, não foi batizado com novo nome).
Creio que, em toda a minha vida, nunca fiquei tão triste em conhecer alguém como fiquei quando conheci Igor. Igor mostrou-se alguém com grande interesse em falar de Krisha e do Bhagavad-Gita (escritura hindu que os Krishnas seguem), porém, o fazia com um olhar estranho. Observei que ele sempre olhava para baixo e demonstrava um vazio, apesar de falar com muito conhecimento da sua religião, tinha um semblante triste, notei por diversas vezes na sua fala à câmera e na conversa posterior que tive, um aspecto de medo intrigante. Daqui a pouco voltarei a Igor.
Quando terminei minha entrevista com Igor, um senhor que observava a alguns metros, aproximou-se e comprou um exemplar da revista do andarilho, saindo em meio à multidão defronte ao Teatro onde ocorria o evento. Senti uma sensação de cobrança e, prometendo ao missionário Krishna que voltaria, persegui o comprador do livreto.
Wilson, 65 anos. Perguntei ao senhor o porquê de haver comprado o livro, então escuto um relato de um acidente automobilístico há anos atrás e posteriormente, uma conversa com um Hare Krisha que lhe falara do livro sagrado; ainda tive tempo para ouvir um “estou tentando largar a vida que levo e me dedicar inteiramente a Krishna”. Ao iniciar uma conversa sobre a Bíblia, testemunho particular e plano da salvação espantei-me com a reação oposta: olhos estranhos, espuma pelo canto da boca, expressão de ódio na face e a mudança de voz: “eu conheço sua Bíblia de Gênesis a Apocalipse, tenho ódio a vocês cristãos”. Bom, se você se assustou ao ler isto, imagine estar a um metro e meio deste pobre homem tão pecador quanto eu e você, porém não conhecedor do Deus que conhecemos. Sr. Wilson não havia terminado ainda, após o espírito que o possuía citar inúmeros versículos e proferir maldições contra mim enquanto eu repreendia àquele a quem não via, olhou para um canto da praça e disse “aquele é meu guia, vou até ele, não me siga, desapareça da minha frente”.
Para meu espanto, não havia ninguém no local, ele falava de coisas que eu não podia ver. Após a saída do Sr. Wilson, senti um cansaço inexplicável, uma fraqueza nas pernas e saí do local com uma vontade imensa de chorar ao me dar conta do que é ver uma pessoa cega atormentada pelo maligno rejeitando a mensagem da sua salvação.
No penúltimo dia fui para a passeata ecumênica, e enquanto representantes de religiões diversas discursavam acerca de como cada homem poderia trazer a paz ao mundo, lembrava-me do príncipe da paz, o único que poderia trazê-la e que haviam sido deixado de fora da reunião, visto que não une-se a Baal e à sua falsa paz. Dirigi-me a duas vendedoras de literaturas Krishnas, que me ofereceram, ao que indaguei se poderiam me explicar o conteúdo destas – me indicaram um seminarista Krishna, chamava-se Krishnamala.
Iniciamos o diálogo com algumas questões que lancei quanto à sua doutrina, Krishnamala era consciente da sua doutrina, apesar da inconsciência da verdade que leva ao verdadeiro Deus. Testemunhei do que o verdadeiro Deus pode fazer em uma vida que reconhece-O como único Senhor, testemunhei do amor dEle para comigo e preguei-lhe a Palavra, nesta hora foi dado início ao mantra e uma multidão passou ao nosso lado, sendo Krishnamala chamado por um monge para que se retirasse com eles. Glória a Deus pelo e-mail dele, que já me respondeu o meu primeiro enviado.
Ainda no penúltimo dia tive a oportunidade de evitar que um rapaz assistisse a uma palestra sobre orixás, pois logo que cheguei ao encontro o vi entrando e o puxei, perguntando se poderia me ajudar dando uma entrevista rápida, como realmente foi. Devido à multidão em volta e ao barulho, aliado à sua pressa em se encontrar com alguns amigos que estavam na palestra, dialogamos rapidamente e disse-me que simpatizava com religiões afro-brasileiras, peguei seu endereço eletrônico e prometi contato breve.
Reencontrei-me com Igor vendendo sua literatura à porta do Teatro, este me disse que havia vendido alguns livretos, chamei-o para sentarmos e lhe falei meu testemunho de conversão e passei-lhe a mensagem da cruz, ao que fui correspondido com bastante atenção, ao fim do diálogo, ele me olhou com sinceridade e pediu-me que lhe escrevesse, alegrei-me sobremaneira, tive a sensação de estar conversando com um futuro irmão, irmão este que talvez não viesse a encontrar mais.
Alegrei-me ainda mais quando, no último dia pela manhã, antes de iniciar uma palestra na Consciência Cristã (o encontro evangélico), vi de longe este chegar e conversar com o mediador da palestra, que disse haver marcado um encontro com Igor para que falassem sobre a Bíblia, ali pude ver o mover da mão do nosso Pai por trás das cortinas.
No último dia conheci Martinho na porta do Teatro onde se realizava o Encontro. Martinho contou-me que pertencera ao Santo Daime, na época estava em depressão e o chá que provoca alucinações lhe deu uma paz repentina. Segundo o seu próprio relato, a paz durou até o outro dia pela manhã, ao que voltou a se reunir algumas outras vezes para provar da paz recebida após ingerir o chá. A depressão voltou, agora com mais força. Atualmente Martinho contou-me ser agnóstico: “se Deus existe, não estou muito interessado em conhecê-lo... Pelo menos não agora.”. Atualmente Martinho disse-me estar em depressão, também disse-me estar na porta do Teatro só “de bobeira”, buscando encontrar amigos.
Este é um texto resumido, não coloquei todos os diálogos que tive com “sectários”, com outros evangélicos que evangelizam ali e demais personagens do Encontro, apenas o que considerei como mais interessante aos que lessem.
Nova Consciência: inconscientes do pecado, inconscientes do engano, inconscientes da mentira que seguem... Como serão conscientizados da verdade? Como saberão que estão em erro? Como descobrirão que seus rituais e orações a falsos deuses jamais os levarão à verdadeira paz? Eu pergunto, Paulo pergunta, Cristo pergunta: Como pois invocarão àquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram falar? e como ouvirão, se não há quem pregue? (Rm 10:14)
Minha missão, sua missão, NOSSA missão: trazer aos inconscientes a consciência da ira de Deus quanto ao pecado, a consciência de que há remissão, a consciência de que só há um caminho para a paz, um caminho para a verdadeira vida: no EU SOU (Jo. 8:58).

3 comentários:

Leylane disse...

Que bênção Saulinho!!
Temos sim que tentar trazer a consciência a essas pessoas que vivem mergulhadas no engano, em uma farça, essa é a nossa missão.
Que Deus continue te usando!!!

Jamile disse...

E tanta gente fala: "eu respeito todas as religioes."
Mas não podemos calar... diante do errado!Se nós sabemos oq eh a VERDADE, o caminho para vida eterna, a verdadeira felicidade em Cristo.
Vc eh realmente abençoado Saulo.
Que Deus continue sempre te iluminando!

Shiwaya Davi disse...

Hare Krishna!

Deveria estar aqui apenas para ler a sua matéria, mas me senti no direito de deixar um comentario.
A filosofia Hare Krishna, prega o amor, a não violência, a força das palavras. Não saberia dizer-lhe o que houve com o tal sr. Wilson, mas isso não ocorre com os seguidores de Krishna! Respeitamos sim, todas as crenças.

Hare Krishna e Haribol a todos!