08 fevereiro 2007

APOLOGIA À BÍBLIA (Testemunhas de Jeová - Parte III)

DIFERENÇAS JESUS X MIGUEL:
a) Jesus é Criador (Jo. 1:3)
Miguel é criatura (Cl. 1:16)

b) Jesus é adorado por Miguel (Hb. 1:6)
Miguel não pode ser adorado (Ap. 22:8-9)


c) Jesus é Senhor dos Senhores
Miguel é príncipe (Dn.10:13)

d) Jesus é o Rei dos reis (1 Tm.; 6:15)
Miguel é príncipe dos judeus (Dn. 12:1)


TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO: UM OUTRO EVANGELHO

COMPARANDO A TNM COM A BÍBLIA SAGRADA:

Sobre o verbo “adorar” (Hb 1:6):

TEXTO GREGO:
kai proskynesatosan auto pantes aggeloi theou
BÍBLIA SAGRADA:
“E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.”

TNM: “Mas, ao trazer novamente o seu Primogênito à terra habitada, ele diz: “E todos os anjos de Deus lhe prestem homenagem”.
A Bíblia mostra que Jesus é adorado por todos, quer no céu, na terra, ou debaixo dela, sendo homens ou anjos (Fp. 2:10-11; Hb. 1:6; Ef. 1:21). Note algo curioso: a TNM exorta seus seguidores (como faz a Bíblia Sagrada) a adorar somente a Deus (Rev. 19:10; 22:8-9), porém a mesma TNM reconhece que os anjos o adoram, assim como os demais seres (Rev. 5:11-13; 7:9-17; 19:3-7; Mt. 28:9; Jo. 9:38), ora, estariam os anjos em pecado, cometendo idolatria tratando-o como Deus, ou a Tradução do Novo Mundo comete heresia de tal forma que nem eles conseguem se explicar?
O verbo “adorar” no grego é geralmente traduzido por proskyneõ, transformado erroneamente pela TNM em “prestar homenagem”. O Novo Testamento usa esta palavra referindo-se ao Pai (Mt. 4:10; Jo. 4:21-24; I Co 14:25; Ap. 5:14), ao diabo (Lc, 4:7; Mt. 4:9; Ap. 13:4), aos anjos (Ap. 22:9) e aos homens (Ap. 14:9; 16:2). Apesar de em todas estas passagens a TNM haver traduzido o termo em “adorar”, nas que estão referindo-se a Jesus (Mt. 2:2,11; 8:2; 9:18; 14:33; 15:25; Mc. 15:19; Jo.9:38), a TNM traduz para “prestar homenagem”, ainda que seja a mesma palavra utilizada nos demais textos!
Cada vez que a STV muda suas crenças, muda também sua Bíblia: Na primeira edição da TNM, a tradução de Hb. 1:6 traz a palavra “adorem”, não “prestem homenagem”, como atualmente. Quando a STV decidiu abolir a proibição de Jesus, teve que conseguir uma maneira de retirar isso da sua Bíblia, acontecendo a mudança na edição de 1984. Desde 1879, os TJ´s adoravam a Jesus; vejamos o seu posicionamento na edição de The Watchtower, em julho de 1898, pg. 4:
“ Sua posição é contrastada com a de homens e anjos, desde que é Senhor de ambos,tendo todo o poder no céu e na terra. Desde que assim é dito, ‘que todos os anjos o adorem’ (isto inclui Miguel, o chefe dos anjos, o que significa então que Miguel não é o filho de Deus) e a razão está em que ele tem alcançado nome mais excelente do que o deles.”
Em 1954, a revista The Watchtower (1o de janeiro, pg. 31) publicou a proibição: “Nenhuma adoração deve ser dada a Jesus Cristo”.
Ora, fica a pergunta aos jeovistas atuais: Considerando que hoje é idolatria adorar a Jesus, o que aconteceu com as TJ´s que, até 1954 (ensinados pela própria STV) adoraram a Jesus? Quem morre na idolatria tem a vida eterna? Se elas morreram salvas, e as TJ´s atuais, estão salvas, já que se recusam a adora-lo, como faziam até 1954?

Sobre a palavra “hoje” (Lc. 23:43):
TEXTO GREGO:
kai eipen auto, amen soi lego, semeron met’emouese em to paradeiso

BÍBLIA SAGRADA:

“E Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.”

TNM: “E ele lhe disse: “Deveras, eu te digo hoje: Estarás comigo no paraíso.”
A STV conseguiu alterar completamente o sentido do texto, colocando dois pontos depois da palavra “hoje”. A própria STV admitiu que a TNM está em desacordo com o texto grego, mas que se utilizou desse artifício simplesmente para se harmonizar com o contexto. Assim, a STV afirma que este texto passou vinte séculos em desarmonia com o contexto, vindo a ser corrigido somente agora, por meio da TNM. Mais uma tentativa de adaptar a crenças jeovistas à Palavra de Deus.

Sobre O Grande “EU SOU” (Jo. 8:58):
TEXTO GREGO:
eipen autois Iesous, Amen amen lego hymin, prin Abraam genesthai ego eimi.

BÍBLIA SAGRADA:

“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU.”

TNM: “Jesus disse-lhes: “Digo-vos em toda a verdade: Antes de Abraão vir à existência, eu tenho sido.”

O verbo “ser” aqui está desprovido de tempo, não encerrando portanto a idéia de tempo. Assim, Jesus está afirmando que é eterno. No texto grego o “eu sou” é egw eimi (ego eimi), não permitindo de forma nenhuma a tradução para “eu tenho sido”. Se a expressão “eu tenho sido” fosse verídica, o verbo usado na passagem seria gegona (gegona), e não eimi. Outro ponto gramatical importante a se destacar é o fato de que, na língua grega, os verbos dispensam o uso de pronomes pessoais. Quando o autor faz uso destes, tem por intenção dar uma ênfase especial não ao verbo, mas à pessoa à qual o verbo está relacionado. Apenas o verbo “eimi” já teria o sentido de “eu sou”, mas associado ao pronome “ego”, expressa “eu mesmo o sou” ou “eu e mais ninguém sou”.
Jesus aqui estava se identificando como o grande “EU SOU” de Ex. 3:14; no versículo 24 e 28, ele expõe sua identidade de forma clara: “se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados”. Jesus fez com que os soldados caíssem por terra prostrados ao fazer esta afirmação (Jo. 18:4-6). Comprova-se com estes e demais versículos que “Eu Sou” em Jo. 8:58 diz respeito à Identidade de Cristo, e não à Idade, como querem os jeovistas. Jesus é o mesmo “EU SOU” descrito em Êxodo, tamanho é o fato de esta ser a declaração de Jesus, que os judeus consideraram-no blasfemo, devido a Dt. 32:39 afirmar que somente o Deus - Javé de Israel é “Eu Sou”. Segundo a Lei Mosaica, há cinco motivos para alguém ser apedrejado, sendo elas: invocação de mortos, blasfêmia, falsos profetas, filhos rebeldes e adultério ou estupro. Conforme o versículo 59, os judeus recolheram pedras para atirar nele. Em qual desses pecados Jesus estaria incluído? Notemos que, apesar de os judeus o considerarem blasfemo, a STV não, mesmo não encontrando explicação para o fato do quase assassinato de Jesus apedrejado.

Sobre Jesus ser o “Criador de todas as coisas” (Cl. 1:16):
TEXTO GREGO:
oti en auto ektiskih ta panta (...) eite eksimi : ta panta di autou kai eij auto i ektistai:
BÍBLIA SAGRADA:

“Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus, e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.”

TNM: “Porque mediante ele foram criadas todas as [outras] coisas nos céus e na terra, as coisas visíveis e as coisas invisíveis, quer sejam tronos, quer senhorios, quer governos, quer autoridades. Todas as [outras] coisas foram criadas por intermédio dele e para ele.

A STV acrescenta o “outras” a fim de que o leitor entenda que Jeová-Deus criou seu filho Jesus, e a este entregou o poder a Jesus de criar as outras demais coisas, indo de encontro ao texto original, que apresenta Jesus como o Criador de todas as coisas no céu e na terra, visíveis e invisíveis. Inserindo a expressão “outras”, inexistente no texto original, a STV mostra Jesus como criatura que depois se tornou Criador. Todo o contexto bíblico revela que Jesus é eterno (Is. 9:6; Mq. 5:2; Jo. 1:1-3; Hb. 1:12), Paulo mostra no versículo seguinte que Jesus não faz parte da criação (Cl. 1:17).

Sobre Jesus ter sido estacado, não crucificado (Lc. 23:21):

TEXTO GREGO:
oi de epephonoun legontes, staurou, staurou auton
BÍBLIA SAGRADA:

“Eles, porém, mais gritavam: Crucifica-o! Crucifica-o!”

TNM:

“Começaram então a berrar, dizendo: “Para a estaca! Para a estaca com ele!””

A STV ensina que há uma única definição para termo stauros, que seria “estaca”. Não é verdade, stauros é a palavra grega traduzida por “cruz”; não existe uma única definição para o termo, simplesmente pela palavra stauros, não é possível afirmar sobre que forma de execução o escritor referia-se, contrariando o ensino jeovista. Para levantar tal resposta, torna-se necessário aplicar uma visão histórica e geográfica da questão, levando em consideração os costumes da época e da localidade referida, além de buscar desvendar o ponto de vista do autor quando utiliza o vocábulo.
A palavra “estaca” aparece em alguns textos do Velho Testamento, como em Êx. 35:18; Nm. 3:37; Is. 33:20, entre outros, mas em nenhum destes a Septuaginta traduziu por stauros, vindo o verbo stauroo a aparecer somente uma vez, em Et. 7:9-10, porém sendo traduzido por “enforcar”! Apesar de insistir no uso de estaca para stauros, não há argumentos para a defesa da STV.
A pena de morte pela cruz era uma prática conhecida na Grécia, os romanos trouxeram esta prática dos catargineses. Só os romanos usaram a cruz como pena capital, sendo tal prática abolida por Constantino, na primeira metade do século IV. Havia três tipos de cruz nos dias de Cristo, eram elas: cruz de Santo André, em forma de “X”; cruz comissa, em forma de um “T”, e a cruz immissa. Pela inscrição posta sobre a cabeça de Jesus, JESUS NAZARENO REI DOS JUDEUS, em três línguas (grega, latina e hebraica) e podendo ser lida à distância (Lc. 23:28; Jo. 19:19 e 20), fica fácil perceber que ele só poderia ter sido crucificado na crux immissa.
O argumento de que Cristo foi estacado e de que a cruz é um símbolo do paganismo é improcedente e inconsistente, a STV não apresenta provas bíblicas ou quaisquer argumentos convincentes. Desde o surgimento do cristianismo, sempre foi difundida entre as nações a história da crucificação de Cristo. A STV não pode, pelo simples fato de stauros também ter o sentido de “estaca”, derrubar uma história de mais de 2000 anos para dar lugar à sua tese. A substituição da morte de cruz pela estaca é mais uma maneira da Organização tentar tirar o mérito de Cristo, escarnecendo aquele que padeceu de braços abertos para dar nova vida aos que crêem.
Apesar da tradução de “cruz” para “estaca” em todo o tempo, é interessante observar na própria TNM, em Jo. 20:25: “A menos que eu veja nas tuas mãos o sinal dos pregos e ponha o meu dedo no sinal dos pregos”. Nas gravuras das literaturas jeovistas, há apenas um prego atravessando as mãos de Jesus, uma sobre a outra... Onde está o outro prego que é citado na TNM?
Diversas contradições como esta têm deixado o Corpo Governante em situação incômoda. Quanto mais procuram falsificar as Escrituras, mais as Testemunhas de Jeová caem em contradições, provando sua falta de autoridade principalmente quando o assunto é a Bíblia Sagrada. Como cristãos, devemos estar dispostos a rejeitar suas doutrinas cheias de heresias.

APOLOGIA À BÍBLIA (Testemunhas de Jeová - Parte II)

DOUTRINAS:

As Testemunhas de Jeová crêem em diversas aberrações doutrinárias que vão de radical encontro aos ensinos da Bíblia, chegando até a ser a única seita pseudocristã a ter sua própria Bíblia, criada pela STV (analisaremos mais profundamente o conteúdo inserido nesta). A fim de estarmos preparados para respondê-los, torna-se necessário conhecermos suas crenças, trazendo refutações bíblicas, permitindo assim a defesa da fé.
Analisaremos aqui as principais doutrinas jeovistas que entram em desacordo com a Palavra do Senhor, mostrando como refutá-las.

Jesus Cristo:

É conhecida a negação dos TJ´s quanto ao fato de Jesus não ser Deus, como crêem os cristãos bíblicos. Nesse tópico trataremos da crença de serem Jesus e o arcanjo Miguel as mesmas pessoas!
Assim como os Adventistas do Sétimo Dia, as TJ´s crêem que Jesus é o mesmo Miguel no nome, na natureza e quanto ao fato de receber ou não adoração. Como veremos mais adiante, as TJ´s constantemente modificam suas doutrinas, não podendo ser diferente no caso do seu estudo em relação à pessoa de Cristo:

Jesus NÃO é Miguel (criam assim até 1879) : “Sua posição é contrastada com a de homens e anjos, como Senhor de ambos, tendo “todo o poder no céu e na terra”. Desde que está escrito, “E todos os anjos de Deus o adorem.”; [isto inclui Miguel, o chefe dos anjos, dado que Miguel não é o Filho de Deus] e a razão é que “herdou mais excelente nome do que eles.”

Jesus É Miguel (crêem assim atualmente) : “... a evidência indica que o Filho de Deus, antes de vir à terra, era conhecido como Miguel, e também é conhecido por esse nome desde que retornou ao céu, onde reside como o glorificado Filho espiritual de Deus (...) O anjo mais importante, tanto em poder como em autoridade, é o Arcanjo Jesus Cristo, também chamado de Miguel.” (1995)
AS DIFERENÇAS ENTRE JESUS E O ARCANJO MIGUEL:
NO NOME:
O nome Miguel significa “Quem é como Deus?”. O nome Jesus significa “Javé é o Salvador”.
Em Is. 43:11 está: “Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há Salvador”. Essa afirmação aplica-se a Javé no Velho Testamento. O Novo Testamento nos aponta a quem pertence a obra de salvar: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4:12). Ainda que sejam duas pessoas distintas (Jo. 8:16-18), o Pai e o Filho são o mesmo Deus salvador. As três pessoas da trindade divina podem ser chamadas de Deus: Pai – I Co. 8:6; Filho – Hb. 1:8; Espírito Santo – At. 5:3-4. Três pessoas, um único Deus. Não podemos confundir as pessoas nem separar a substância. Jesus Cristo é a segunda pessoa da Trindade – é Deus (Jo.1:14) e homem (I Tim. 2:5). O arcanjo Miguel é diferente de Jesus no significado do próprio nome.
NA NATUREZA:
Miguel, apesar de ser chamado “chefe dos anjos”, não deixa de ser criatura, tendo a função de servir aos salvos, defendendo-os das artimanhas do inimigo espiritual e dos terrenos (Hb. 1:14; Sl. 34:7; 91:11). Em I Pe. 3:22 vemos que os anjos estão sob a sujeição de Cristo. Jesus é o criador do próprio Miguel, sendo o criador de todas as coisas, incluindo aqui os anjos – Cl. 1:16.
NA ADORAÇÃO:
Segundo Cl. 2:18, é proibido o culto aos anjos, logo, Miguel não pode ser adorado. Os anjos recusam-se a receber adoração, conhecendo o erro em tal: Ap. 19:10; 22:8-9. Notemos agora que, em relação a Jesus, os anjos agem de maneira diferente: apesar de serem maiores que nós (Hb. 2:6-7), adoram a Cristo sem coação, já que o próprio Deus ordena tal adoração em Hb. 1:6. Se Jesus fosse um anjo, como declara esta heresia, todos os demais anjos seriam idólatras, já que é idolatria um anjo (ou outro ser) adorar outro que não Deus.

A MUTAÇÃO DOUTRINÁRIA DAS TJ`s NESTE CASO:
Durante muitos anos as TJ´s afirmavam que Jesus NÃO era o arcanjo Miguel, apresentavam os textos de Mt. 28:18, afirmando que o poder que Jesus tem, é impossível aos anjos tê-lo, apresentavam também Hb. 1:6, texto já citado acima, sobre a adoração dos anjos a Ele (incluindo Miguel), além de Hb. 1:4, na afirmação de que Jesus recebeu nome acima dos anjos (The Watchtower, nov. 1879, p. 48).
A fim de justificar sua posição na crença do Jesus - anjo, há o seguinte argumento: “O nome de Miguel ocorre apenas cinco vezes na Bíblia. A gloriosa pessoa espiritual que leva esse nome, mencionada como “um dos primeiros príncipes”, ‘o grande príncipe’, ‘o defensor dos filhos do teu povo (o de Daniel)’, e como ‘o arcanjo’ (Dn. 10:13; 12:1; Jd. 9). Miguel significa: ‘Quem é semelhante a Deus?’”(Raciocínios À Base Das Escrituras, STV, 1985, p. 219).
O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE MIGUEL :
As TJ´s se sustentam em cinco referências para creditar o ensino de que, quando refere-se a Miguel, a Bíblia se refere também à pessoa de Jesus:

1. Daniel 10:13: “Mas o príncipe do reino da Pérsia se pôs defronte de mim vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me.”
Quando a Bíblia diz “um dos primeiros príncipes”, chegamos à conclusão que há outros além de Miguel, o mesmo não acontece quando tratando da pessoa de Jesus, em Ap. 19:16, Ele é descrito como “Rei dos reis, Senhor dos senhores”, Cristo é o Rei dos reis, Miguel é apenas um dos príncipes. Em Dt. 10:17, o próprio Deus Javé declara ser Senhor dos senhores.
2. Daniel 10:21: “Mas eu te declararei o que está escrito na escritura da verdade; e ninguém há que se esforce comigo contra aqueles, a não ser Miguel, vosso príncipe”. (em vosso, leia-se povo judeu.).
No texto, Miguel é referido como protetor do povo judeu, em contraponto com Jesus, que em I Jo 2:1 é tido como protetor de todos os povos.
3. Daniel 12:1: “E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta pelos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro.”
Na grande tribulação para o povo judeu (Jr. 30:7), depois do arrebatamento da igreja, Miguel estará ao lado do povo judeu, aguardando seu Messias, Jesus Cristo (Ap. 1:7).
4. Judas 9: “Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o Diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra lê; mas disse: O Senhor te repreenda.”
Este texto é talvez o mais complicado para os Tj´s, tendo em vista que, quando analisado, nota-se que, por faltar-lhe autoridade, Miguel não lutou diretamente contra Satanás, note que ele não “ousou pronunciar juízo”, logo, complica-se a explicação dos TJ´s, quando sabemos que Jesus, quando na terra, lutou diversas vezes contra Satanás, em todas vencendo: Mt. 4:1-10; Mt. 16:21-23; Mc. 16:17; At. 19:12,13. Se Jesus enquanto na terra repreendeu satanás diversas vezes e Miguel não ousava repreendê-lo, como poderiam ser a mesma pessoa?
É curioso analisarmos a exegese de I TS. 4:16 feita pelos Tj´s: “Em 1 Tessalonicenses 4:16 a ordem de Jesus Cristo para a ressurreição começar é descrita como a ‘voz de arcanjo’, e Judas 9 diz que o arcanjo é Miguel.”... É, portanto, razoável que o arcanjo Miguel seja Jesus Cristo.”(Raciocínio À Base Das Escrituras, STV, 1985, pg. 219). Se lermos o texto, concluiremos também que Jesus não só vem com voz de arcanjo, “mas com a trombeta de Deus”. Se o fato de Jesus vir com ‘voz de arcanjo’ o torna o arcanjo Miguel, o fato também dele vir com ‘trombeta de Deus’, obviamente O COLOCA COMO DEUS.
O Jesus jeovista passou por três fases: antes de vir à terra, no céu, chamava-se Miguel; vindo à terra, tornou-se homem, somente homem, perfeito como Adão antes da queda, ao subir ao céu, o Jesus de Nazaré homem deixou de existir e tornou a ser o arcanjo Miguel, logo, o Jesus jeovista é mutável na sua natureza: anjo, homem, anjo.

07 fevereiro 2007

APOLOGIA À BÍBLIA (Testemunhas de Jeová - Parte I)

A partir de hoje (bom, não levem essa frase ao pé da letra se o que ela disser por trás for “todos os dias”, pois, REALMENTE não postarei aqui toda semana, muito menos todos os dias, mas tentarei fazer o máximo para atualizar meu BLOG o mais rápido possível) (continuando...) colocarei no meu BLOG de forma resumida, características de alguns grupos religiosos que muito têm crescido, de modo que será fácil você abrir algum dia a porta de sua casa e dar de cara com um membro de algum destes grupos, principalmente das religiões ditas pseudo-cristãs (Testemunhas de Jeová, Adventistas, Mórmons, etc). Ah, antes de tudo, quero expor meu respeito a toda e qualquer religião. Como cristão, respeito ao próximo e, seguindo as palavras do meu Mestre, busco amar a todos, porém, também como cristão, tenho o papel de expor meu posicionamento ideológico no concernente às questões religiosas, de maneira que o melhor modo que um cristão tem de respeitar a religião do outro é não somente ouvi-lo, mas mostrar as razões de sua fé de forma bíblica (1Pe 3:15), sendo esta (a Bíblia) o livro-base que alicerça nossa crença.
Também explico o fato de alguns pontos terem uma linguagem “combativa”: Alguns grupos (novamente - principalmente os pseudo-cristãos) utilizam a Bíblia como “alvará” que certifica suas crenças. É aqui onde entra o papel do cristão – mostrar que qualquer grupo pode, sim, crer no que quiser – que Jesus não foi Deus, que Jesus não foi humano, que foi um anjo, enfim... O que não admitimos é que queiram utilizar a Bíblia para tal, e aqui é onde entra a minha defesa – uma apologia à Bíblia, mostrando que qualquer doutrina que vá de encontro à fé cristã tendo a própria Bíblia como base não passa de pretextos vindos de algum (ou alguns) texto(s) fora de seu(s) contexto(s).
O primeiro grupo a ser estudado (repito: de forma bem resumida) é o das Testemunhas de Jeová, que tem sido a seita* que mais tem preocupado os apologistas, não exatamente pelo fato de seu crescimento na quantidade de membros, mas pela incrível distribuição e influência de suas literaturas. Os Jeovistas são um grupo que primam pelo proselitismo.
Em sua maioria, as Testemunhas de Jeová (quando não cresceram na instituição) foram geralmente católicos romanos que nunca freqüentavam a igreja ou pessoas educadas em igrejas protestantes mas que nunca viveram a Palavra. Viviam desprovidos de verdadeira espiritualidade, até o dia em que receberam a visita das Testemunhas de Jeová. Após breve conversa em que são apresentadas a uma mensagem clara e cheia de conhecimento, estas pessoas chegam à conclusão de que, até então, viviam sem Deus... Bem-vinda, metanóia!
Dia após dia as Testemunhas de Jeová têm ido de porta em porta levando a mensagem da Torre de Vigia para diversos lares, estes muitas vezes são a morada de pessoas que, assim como nós, conhecem a Palavra, mas que nem sempre estão preparadas para defender a fé e levá-las ao verdadeiro caminho (Jo. 14:6). Conhecendo a Instituição, descobriremos métodos eficazes de levá-los a terem as vendas dos olhos retiradas quanto à verdade das suas doutrinas.
* - Algum jeovista deve ter dito: “Quem é esse indivíduo para chamar minha igreja de seita?” De fato, não sou ninguém, mas observe: Seita (do latim secta) significa separado, outro partido tomado, etc... Deste modo, qualquer grupo que se separe de outro seria considerada uma seita – Como Charles T. Russell separou-se dos “Segundos Adventistas” em 1879 e fundou um novo grupo, já teríamos uma razão para colocá-los no nível de seita, mas como para os cristãos o termo “seita” tem uma abrangência que transpassa esta, sendo considerado seita um grupo que tem em sua base doutrinária ensinos anti-bíblicos, no decorrer da leitura você notará a razão que leva os apologistas cristãos a classificarem os Testemunhas de Jeová como seita, valendo também para os demais grupos que aqui serão analisados.
HISTÓRIA:
A América do século 19 vivia um clima bastante confuso no tocante à Teologia, vários grupos com idéias diversas espalhavam seus pontos de vista pelo continente, todos tinham origem no descontentamento com a decadência das denominações protestantes de então.
Dessa mistura de idéias nasce a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, ou Testemunhas de Jeová, um grupo que viria a superar os demais em termos de crescimento na América do século 20. A STV (Sociedade Torre de Vigia) tem o início de sua história diretamente ligado a Charles Taze Russell, seu fundador.
Nascido em 1852, na Pensilvânia, foi criado na Igreja Presbiteriana e desde cedo tinha por costume examinar ativamente as doutrinas que seguia. Aos 15 anos, achou por bem se transferir para o Congregacionalismo por crer que este era mais próximo à sua ideologia. Sentindo-se incomodado principalmente pela não compreensão da doutrina Calvinista, aos 17 anos abandonou o Cristianismo e declarou-se cético, mantendo-se assim até 1870, quando participou de uma reunião em um grupo autodenominado “Segundos Adventistas” (posteriormente veremos as semelhanças entre as duas igrejas), voltando daí a estudar a Bíblia com afinco.
Devido a algumas influências do grupo no âmbito escatológico, Russell abraçou a convicção de que Cristo retornaria em 1874, nesta época começou a publicar a revista O Arauto da Manhã. Em 1879, Russel separou-se do grupo e começou a publicar A Torre de Vigia de Sião e Arauto da Presença do Rei, mas sua grande conquista deu-se em 1881, quando formou a Sociedade de Tratados da Torre de Vigia de Sião, oficializada em 1844. Doze anos mais tarde o termo “Sião” foi retirado do nome.
A Sociedade cresceu rapidamente, transferindo a sede para Nova York em 1908, onde se encontra atualmente.
Alguns problemas acompanharam o crescimento da Instituição, em destaque temos o caso do trigo milagroso de Russell: A fim de arrecadar recursos, Russell anunciou em seu jornal que vendia sementes milagrosas, estas cresciam cinco vezes mais rápido que qualquer outra no mercado. Após a publicação de um artigo por um outro jornal atacando o trigo de Russell, este decidiu processá-lo; o governo investigou e descobriu que o trigo, na verdade, era de qualidade bem inferior aos comuns. Russell, lógico, perdeu o caso.
Antes do caso do trigo, um pastor batista (J.J. Ross) publica um panfleto apologético acusando Russell de farsante e de não ter bases teológicas para estar à frente de uma igreja; Russel decide processar o pastor dizendo-se um erudito em línguas originais e apto para a exegese de textos nas línguas bíblicas. Durante o julgamento, Ross provou que Russell sequer sabia diferenciar uma letra grega de outra. Após a derrota no tribunal, embora continuasse líder do movimento, nota-se que a credibilidade de Russell acabara-se, culminando com sua morte em 1916.
O novo líder viria a ser Joseph F. Rutherford, o então advogado da Instituição e de Russell no processo contra Ross. Sob sua liderança, surge uma nova etapa da STV. Importantes mudanças não ensinadas por Russell foram lançadas por Rutherford. Ele afirmava que a mensagem principal da Bíblia era que os verdadeiros adoradores adoravam o nome verdadeiro de Deus: Jeová.
Rutherford também inovou na maneira de “evangelizar”, ele copiava inúmeros discos com suas mensagens e os tocava por todo o país a fim de conseguir novos membros. Outra inovação de Rutherford foi a centralização do poder da Sociedade, a sede do Brooklyn tornou-se a versão jeovista do Vaticano.
Devido à recusa de participação no serviço militar obrigatório, em maio de 1918 é decretada a prisão de Rutherford e de mais sete membros da Sociedade, por insubordinação às leis federais. Isso forçou a sede a fechar as portas, vindo a reabrir somente após a guerra, com a retirada de suas acusações em novembro de 1918.
Tendo em vista a forma de governo ditatorial de Rutherford, vários membros foram discordando de sua metodologia de liderança, estes se diziam seguidores leais de Russell e “racharam” a STV, formando daí vários grupos pequenos. A fim de diferenciar-se desses grupos, em 1931 a STV adotou o nome de Testemunhas de Jeová, tomando por base o texto de Is. 43:10.
Em janeiro de 1942 termina a Era Rutherford, iniciando então a liderança de Nathan Knorr, que começara a fazer parte da seita aos 16 anos, fazendo parte do centro administrativo da organização desde os 18. Knorr já havia tido diversos cargos importantes na instituição, inclusive o de vice-presidente. Foi eleito por unanimidade após a morte de Rutherford, nessa época a organização contava com aproximadamente 115.000 membros.
Em 1949 o grupo já estava com várias extensões em quase todas as cidades dos Estados Unidos e em várias partes do mundo. Em 1985, já estava em 150 países, em 1961 foi concluída a versão inglesa da “Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas”. Porém, durante a liderança de Knorr, a instituição sofreu uma de suas maiores baixas, posto que profetizou para o ano de 1975 a Batalha do Armagedom. Como esta não ocorreu, inúmeros membros se desiludiram e deixaram a seita, apagando toda sua história na Organização.
Após a morte de Knorr em 1977, sucedeu-lhe Frederick W. Franz, tendo, durante sua liderança, aumentado significativamente a distribuição da literatura jeovista, as revistas A Sentinela e Despertai!. Franz faleceu em 22 de dezembro de 1992, aos 98 anos de idade.