30 julho 2007

O Comércio da fé


Seria um panfleto de evangelismo? Mais um daqueles papéizinhos distribuídos pelos servos (geralmente assembleanos) nas esquinas, chamando o povo perdido ao conhecimento de Cristo ou simplesmente com textos bíblicos que enfatizam o bálsamo de Deus ante as feridas da alma?
O versículo em questão remete à exclamação de Maria quando do seu encontro com Isabel, diante da alegria de observar a confirmação de Deus de que ela era a bem-aventurada que carregava em seu ventre o Salvador da humanidade.
Este pequeno texto poderia ser usado com diversas finalidades, seja para momentos de tristeza, como para momentos de incerteza e lutas, ou mesmo simplesmente como demonstração de amor de um pecador ante um Deus misericordioso que derrama amor sobre nós "apesar de".
O que assusta é analisarmos de que forma a Palavra tem sido utilizada atualmente, conforme podemos observar na continuação do panfleto:




Eu poderia simplesmente parar a postagem por aqui, pois qualquer cristão com o mínimo de conhecimento bíblico já ficaria bem revoltado com a figura acima. Porém, como nem todos que visitam o blog (ah, o "todos" são os poucos interessados que dizem visitá-lo) têm uma certa base bíblica para entenderem o porquê de tal revolta com o panfleto, tentarei resumir aqui o motivo de minha indignação.

Se o leitror observar alguns textos passados, notará que bato sempre na tecla de que a atual igreja dita cristã tem adentrado caminhos que, certamente, não são os que Cristo aconselhou para que andássemos... Enquanto a primeira imagem mostra, sobre uma meiga foto de uma sehora com um bebê um versículo, a segunda mostra a razão de ser desse versículo: Louvemos ao Senhor pelo fato de Ele ter colocado a financeira (com o nome cortado da imagem) a fim de que meus problemas financeiros fossem resolvidos!

A mensagem continua com a pequena frase "Jesus é fiel", mostrando ao leitor que de fato Ele enviou as propotas de empréstimos a fim de que sua vida fosse modificada.

De fato... Jesus é fiel. Pena que temos colocado sua pessoa em um lugar tão medíocre em nosas vidas; pena que temos reduzido Sua palavra ao comércio, à ludibriação dos incautos que, crendo estarem seguindo o direcionamento dEle, correm para uma fé doentia, onde Cristo é meu gênio da lâmpada, com a vantagem de o senhor da lâmpada ter bem mais que três desejos a serem realizados; pena que a mensagem da cruz, do "abrir mão", do "negar-se a si mesmo", do "tomar a minha cruz e seguí-lo", tem sido substituida pela mensagem do "ser próspero financeiramente", do "tá amarrado, eu não aceito, eu tomo posse...".

Viramos senhores, transformamos o rei dos reis em nosso servo, pronto para fazer abundar, curar e prosperar em nossas vidas . Viramos senhores, comercializamos o que de graça recebemos dEle na cruz. Viramos senhores, passamos a semana servindo a nós mesmos para darmos ordens a Cristo no culto de domingo. Viramos senhores tomamos a frente do trono das nossas vidas e deixamos o Salvador do lado de fora.

O que me impressiona é a misericórdia desse meu Senhor, que, ainda que esquecido pela igreja, não toma a atitude de simplesmente nos fulminar, mas diz a nós, sua igreja, com amor inexplicável: "Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele, e ele comigo" Ap. 3:20

Que Ele tenha misericórdia de nós!

26 julho 2007

Estou cansado

Como também estou cansado, aí vai:
Estou cansado. Imensamente cansado.
Cansado do homem. Sim, cansado do ser humano. Cansado de vaidades, chocarrices, futilidades; cansado de egoísmos, de “vampirismos”; cansado do ego humano, em especial do ego evangélico, dos donos da verdade, dos lobos disfarçados de cordeiros; cansado dos muitos que se dizem cristãos, e que usam a Bíblia com maior ou menor eficiência para adorar o próprio ventre; cansado dos “heréticos” e dos “apologetas”; cansado dos “fariseus”, “nazireus”, “profetas” e “extravagantes”; cansado dos hipócritas, que pregam a mentira como se fosse verdade — e também dos que pregam a verdade que não vivem, e são para si mesmos mentira. Cansado dessa raça humana, falida, da qual eu faço parte. E, portanto, cansado também de mim mesmo.
Este é um desabafo, sim. Desabafo necessário e perfeitamente aceitável, já que nem o Homem dos Homens se negou esse direito:
“E Jesus, respondendo, disse: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-mo aqui.” (Mateus 17:17)
Ainda mais considerando que nem mesmo Deus está isento disso:
“De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? diz o Senhor. Estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu de vós isto, que viésseis pisar os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação. As luas novas, os sábados, e a convocação de assembléias … não posso suportar a iniqüidade e o ajuntamento solene! As vossas luas novas, e as vossas festas fixas, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer. Quando estenderdes as vossas mãos, esconderei de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei; porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos; tirai de diante dos meus olhos a maldade dos vossos atos; cessai de fazer o mal; aprendei a fazer o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva.” (Isaías 1:11-17)
Ah, quem dera o homem fosse como aquele Homem. Quem dera a iniqüidade e o ajuntamento solene nos causassem a mesma reação! Quem dera lutássemos contra a iniqüidade, não sendo injustos e preconceituosos, mas usando de justiça! Quem dera combatêssemos a opressão maligna, não com uma “opressão benigna”, mas quebrando a força da opressão nas mentes e corações dos oprimidos, para que, oprimidos ou não na sua carne, no espírito fossem sempre livres! Quem nos dera fazer justiça ao órfão e à viúva, ao invés de roubar-lhes as casas em nome do evangelho! Quem dera nos mantermos incontaminados do mundo, ao invés de sermos tão malignos quanto ele o é; ou até mais malignos, por nos acharmos melhores que ele!
Ah, quem me dera ver mais pessoas como Jesus foi. Ah, quem me dera ser como Ele foi! Quem me dera dizer tantas coisas, e fazer tantas coisas, às vezes aparentemente tão incongruentes, mas que se encontravam e harmonizavam no ser — muito mais do que no falar ou no fazer. “Eu sou”, disse Ele. Ele é. E porque é, é que Ele era e há de vir; porque é, Ele harmoniza em si a justiça e a misericórdia, a derrota e a vitória, a fraqueza e a força, o homem e Deus; Cristo é um rasgo de luz na história negra da humanidade.
Não somos tão “iluminados” quanto pensamos, enquanto nossa vida não refletir a luz dEle. Podemos até ser sacerdotes e levitas, mas não seremos como o samaritano enquanto não nos reconhecermos no homem ferido, à beira da estrada; enquanto não nos cansarmos de nós mesmos, enquanto não abrirmos mão de nós em nome daquEle que é, não amaremos ao próximo.
Chega do evangelho intelectual, que jamais transcende a fronteira do saber para o ser. Chega do evangelho pragmático, experimental, que não se molda no modelo de Cristo, ou do que dEle se revela nas Escrituras. Chega do evangelho que mata e transgride em nome de Deus, que ofende a criação e o Criador em nome da “verdade” que diz defender; chega da pretensão humana em achar-se melhor que a pura simplicidade da pessoa de Cristo.
Estou cansado, sim. E como estou. Mas quanto mais cansado estou, mais ouço o chamado deste que, mesmo cansado de nós, ainda assim se deu por nós; que, mesmo cansado de nós, se despiu de sua glória, para experimentar o pior que a humanidade tinha a oferecer - e que, mesmo à vista de tudo isso, ainda foi capaz de dizer:
“Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mateus 11:28-30).

Projeto de Lei 122/2006: inconstitucional, ilegítimo e heterofóbico

E eu não me canso de postar sobre isso...


A Constituição Federal assegura que a simples expressão de condenação moral,
filosófica ou religiosa ao homossexualismo não se constitui em discriminação, mas em
constitucional, legítimo e legal exercício da liberdade de manifestação do pensamento,
consciência e crença religiosa
.”

Por que o Projeto de Lei 122/2006 é inconstitucional? É inconstitucional porque a Constituição Federal estabelece, no art. 5º, como direito e garantia fundamental, que, primeiramente, “homens” e “mulheres” são iguais em direitos e obrigações, de modo que a Constituição não reconhece um terceiro gênero: o homossexual E, se assim o é, como um projeto de lei ordinária pode tentar estabelecer super-direitos e a impossibilidade absoluta de crítica a um grupo de pessoas que, enquanto homossexuais, nem reconhecidos são pela Constituição? Para a Magna Carta, queiram eles ou não, estes são homens ou mulheres. Esse foi e, continua sendo, o espírito do legislador constitucional e do poder constituinte originário que o fundamenta. Apesar de a Constituição dever ser interpretada como um texto aberto, há balizas interpretativas que são estabelecidas de modo fundacional e, portanto, não podem ser superadas sem a alteração do texto.

Ademais, como já explicamos e enfatizamos nos ensaios anteriores, o texto constitucional é de uma clareza límpida ao assentir que é livre a manifestação do pensamento, que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando-se para isso o livre exercício dos cultos religiosos e, mais que isso, contundentemente, afirma: “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica”. E num Estado Democrático de Direito, onde os direitos sejam, material e formalmente, democratizados, o bem maior a ser assegurado é a liberdade, conquistada, historicamente, através de sangue, suor e lágrimas pela sociedade brasileira. O projeto que está aí vai, frontalmente, de encontro a liberdade que nós temos de expor idéias e opiniões. Por tudo isso, é, flagrante e materialmente, inconstitucional.

Por que o Projeto de Lei 122/2006 é ilegítimo? Diz-se que uma lei é legítima, quando esta é a expressão jurídica dos anseios, valores e vontade da sociedade. A questão é: de acordo com o que vimos sobre os artigos do projeto, estes se coadunam com a vontade da sociedade? Isto é, a sociedade brasileira quer, realmente, possibilitar o aprisionamento de padres, pastores, monges (e etc.) simplesmente pelo fato de que eles, a partir da Bíblia, pregam em seus sermões e homilias que o homossexualismo é “abominação perante Deus” e “negação da criação e do Criador, porque querem desvirtuar a natureza – corpo, alma e espírito – do ser humano”? Claro que não!

Segundo nos aponta o último censo do IBGE, mais de 90% da sociedade brasileira é católica ou evangélica. Que legitimidade tem esse projeto, então? Temos a convicção de que os olhos da sociedade brasileira, neste momento, estão voltados à iminente votação no Plenário do Senado Federal. Se não há legitimidade, em absoluto, temos a certeza de que também não haveria eficácia social ou efetividade se este projeto fosse aprovado. A não ser que se estabelecesse uma nova ditadura no Brasil (o que não é pouco provável, tendo em vista os acontecimentos políticos que temos visto).

Por que o Projeto de Lei 122/2006 é (i)moral? Moral é o conjunto de usos e costumes de uma sociedade. O conjunto de valores e ações que, no geral, a sociedade acredita ser o seu bem, o seu belo e a sua verdade – o “mores maiorum civitatis” da cultura helenística. Ora, o Projeto de Lei 122 vai, essencialmente, de encontro àquilo que constitui a Moral da sociedade brasileira que, como afirmamos, é quase no todo, de uma tradição judaico-cristã. Por assim o ser, este projeto nega tudo aquilo que corresponde aos anseios, usos e costumes da nossa sociedade. E por isso é imoral, isto é, nega a moral da nossa sociedade. Dentro da nossa tradição moral, não há espaço para discriminação, nem preconceito. Do mesmo modo, não há espaço para tolhimento da liberdade de expressão, de convicção e de crença. A nossa moral nos diz que podemos ser aquilo que quisermos ser, assim como também que todos têm o direito de se posicionar e manifestar-se sobre esse ser ou não ser. E essa é a Moral que foi inserta no nosso sistema jurídico.

Por que o Projeto de Lei 122/2006 é totalitário? É totalitário, porque estabelece para toda a sociedade, para todas as instituições e para todas as pessoas o que se começa a denominar “Mordaça Gay”. Acredito que nem seja esse o desejo dos homossexuais. O projeto, absurdamente, torna criminosa, sem valoração distintiva, toda e qualquer manifestação contrária às práticas homossexuais. É o estabelecimento de uma imunidade comportamental jamais vista, em tempos de democracia, na história do direito brasileiro. O discurso é envolvente, mas falacioso. Fala-se em proteção dos direitos humanos, mas na realidade o que se está a estabelecer é a imposição de um modo de existência.

Por que o Projeto de Lei 122/2006 é heterofóbico? Simplesmente, porque os homens e mulheres da sociedade brasileira é que passarão a ter medo de se relacionar com os homossexuais. Porque tudo que se fizer ou falar, pode ser interpretado como homofobia e sujeitará as pessoas a penas de prisão. A cultura do medo restará implantada entre os heterossexuais. Os homens e mulheres da nação estarão sob a mira do aparato policial e do sistema prisional. Isso dá ou não “fobia” (medo)?

Se usam de violência contra os homossexuais que se use o Direito como está posto para todos indistintamente. Numa democracia não há espaço para privilégios legais para um grupo de pessoas que já tem as mesmas armas e faculdades jurídicas para se defender dos abusos que possam ser cometidos contra eles.

Não à homofobia e, do mesmo, não à heterofobia!

Uziel Santana - Advogado
Mestre em Direito – UFPE.
Professor da UFS – (ussant@ufs.br).

De novo homossexualismo...

Não, não fui eu o autor... Sim, concordo com ele.
Impondo o homossexualismo no Brasil
Não há dúvida de que o avanço genuíno traz honra para um país. Mas esse avanço só pode ser devidamente reconhecido e promovido por um governo que é moralmente apto, capaz de discernir o que é errado e certo. Um governo moralmente corrupto confunde errado com certo e retrocesso com progresso. Por exemplo, informação no site oficial do PT declara:
"Um grande avanço, por exemplo, vem do Governo Lula. Pela primeira vez na República Federativa do Brasil um presidente emite uma carta apoiando o movimento homossexual, durante a parada gay de Brasília. Outro grande exemplo foi o lançamento do programa Brasil sem Homofobia, coordenado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos [da Presidência da República], mas com a participação de vários ministérios, entre eles o da Justiça, da Saúde, da Educação e as secretarias dos Direitos da Mulher e da Igualdade Racial. Homofobia é um comportamento de aversão, de ódio aos homossexuais, em muitos casos o fator determinante do homicídio".[1]
Vê-se, pois, que o governo Lula confundiu seu retrocesso moral com “avanço”. Usando como desculpa a questão do preconceito, o governo do Brasil lançou oficialmente em 2005 o Brasil Sem Homofobia, programa inédito que, a pretexto de combater a violência e discriminação contra os praticantes do homossexualismo, dá apoio escancarado às reivindicações mais radicais dos grupos homossexuais de pressão política e considera como fator determinante de casos de homicídios toda aversão ao homossexualismo.
Assim, na interpretação do governo, uma opinião contrária às práticas homossexuais deve ser vista como causa que contribui para a violência contra os praticantes do homossexualismo. O governo deixou claro que, em parceria com o movimento homossexual, avançará o programa diretamente em todo o Brasil, implementando-o através de ações políticas nas áreas de educação, saúde, legal e social que favorecerão os interesses dos militantes homossexuais.[2]
Agora todos os ministérios estarão a serviço das intenções pró-homossexualismo do governo. Para dar visibilidade e valorização ao homossexualismo, o Ministério da Cultura criou o Grupo de Trabalho de Promoção da Cidadania GLTB (gays, lésbicas, transgêneros e bissexuais) com o objetivo de incentivar produções artísticas que promovam a cultura da não-discriminação contra o homossexualismo, isto é, o governo favorecerá, encorajará e apoiará programas de TV, rádio e outros meios que apresentem o homossexualismo sempre de modo favorável e destaquem toda oposição a esse comportamento como crime de preconceito. “A secretaria tem a missão de preservar a identidade e valorizar a diversidade para que possamos fortalecer a auto-estima desses grupos discriminados”, explica a técnica do Ministério da Cultura responsável pelo grupo de trabalho, Flávia Galiza.[3]
Por sua vez, o Ministério da Educação está cada vez mais “capacitando” os professores a trabalharem as questões da sexualidade e homossexualidade de um modo que os estudantes sejam condicionados a perder a aversão ao que é anormal. Através de programações nas escolas, as crianças estão sendo sistematicamente doutrinadas e discipuladas no Evangelho da Sodomia.[4] Já há até livros didáticos para incentivar o homossexualismo. “No Brasil, ainda são poucos os títulos, mas as editoras já estão de olho no filão. Os educadores também. Uma das primeiras obras a abordar o tema, Menino Ama Menino (Armazém das Idéias), de Marilene Godinho, que conta a história de um garoto que se descobre apaixonado por outro, faz parte do pacote literário distribuído pelo Ministério da Educação na rede pública”.[5]
É evidente que o governo Lula está completamente empenhando em atender aos interesses dos militantes gays. O próprio Lula declarou, em seu apoio público ao movimento homossexual, que “qualquer maneira de amar vale a pena”. Seu governo tem feito questão de financiar diretamente muitas paradas do “orgulho” gay em todo o Brasil. O objetivo é vencer a resistência da população através de propagandas “educativas”.
Essas propagandas já são realidade há um bom tempo na TV, onde a capitulação ao movimento homossexual foi praticamente total e onde muitos programas utilizam estratégias de distorção da realidade, apresentando ao público um falso mundo em que gays e lésbicas são pessoas alegres, felizes, realizadas e, geralmente, mais inteligentes e sensíveis do que as pessoas normais. O lado escuro é devidamente ocultado, de modo que ninguém possa ver que o comportamento deles está ligado a uma inescapável realidade de sofrimento, onde seus praticantes vivem oprimidos por graves perturbações mentais, emocionais e sociais.
Há um esforço imenso de mostrar que essas conseqüências naturais não têm nenhuma ligação com a anormalidade de seus atos sexuais. Esse esforço também tenta, com a ajuda de pesquisas e estudos fraudulentos, comprovar “cientificamente” que o anormal é, na verdade imposta por eles, tão normal quanto o que é realmente normal. Aliás, o documento Brasil Sem Homofobia, publicado pelo governo Lula para dar suporte para o seu programa nacional com o mesmo título, afirma: “Da mesma forma que a heterossexualidade (atração por uma pessoa do sexo oposto) não tem explicação, a homossexualidade também não tem. Depende da orientação sexual de cada pessoa”. Isto é, o governo Lula pensa e quer que todos os cidadãos brasileiros pensem que homossexualismo é tão normal quanto a sexualidade natural. A meta é inventar um Brasil Pró-Sodomia.
O governo do Brasil mostra-se cada vez mais comprometido com a manipulação da verdade na questão homossexual e os meios de comunicação liberais trocam habitualmente a imparcialidade pela submissão à campanha pró-homossexualismo promovida pelo governo Lula, confundindo os que não entendem as jogadas políticas por trás dos bastidores. Assim, o que era polêmico torna-se natural, com a bondosa cumplicidade de muitos programas de TV, que entram nos lares através de entretenimentos que se aproveitam da imaturidade e ingenuidade das crianças e adolescentes, condicionando-os não só a concordar, mas a experimentar e adotar o comportamento homossexual.
Quem tentar discordar dessa propaganda de lavagem cerebral disfarçada de entretenimento arrisca-se a ser impiedosamente acusado de praticar o imperdoável pecado da homofobia, termo criado e interpretado para classificar de anormal as pessoas que sentem nojo dos atos sexuais dos que vivem no homossexualismo. Homofobia também pode ser considerado o ato de uma mãe questionando uma aula pró-homossexualismo na escola de seu filho. De fato, homofobia é uma palavra inventada para ter qualquer significado que o governo e os ativistas gays decidirem em sua guerra contra os que não aceitam sua promoção do comportamento gay.
As igrejas evangélicas, por exemplo, nunca praticam violência contra os homossexuais. Não há casos de praticantes do homossexualismo agredidos ou assassinados em igrejas e por igrejas, porém há casos comprovados de evangélicos agredidos por militantes gays. Mas o que importa? Já que o governo colocou os praticantes do homossexualismo na categoria de oprimidos privilegiados, sua defesa é prioridade, mesmo quando são eles os agressores. Afinal, talvez pensem eles, os oprimidos têm direito de reagir violentamente contra os “homófobos”. É assim que as “pobres vítimas” gays se tornam opressores.
Pouca diferença fará se um evangélico ou igreja se esforçar para tentar mostrar a diferença entre amar o praticante do homossexualismo (pecador) e detestar o homossexualismo (pecado). A ideologia anti-homofobia simplesmente não tolera tais distinções. Ou você é a favor ou contra o homossexualismo. O governo Lula e os meios de comunicação liberais deixam claro que não pouparão os que não concordarem com a concessão de privilégios para o homossexualismo.
Para os ativistas gays, pregar a verdade bíblica sobre o homossexualismo é o mesmo que ensinar ódio e preconceito. Eles não estão dispostos a aceitar nada que contrarie sua ideologia. A única mensagem bíblica que eles aceitam ouvir é a reinterpretação da Bíblia feita por teólogos favoráveis ao comportamento homossexual. O único tipo de pregação tolerada é a pregação a favor da sodomia. Os únicos pregadores bons são os que pregam paz e amor, sem nenhum outro compromisso. Tudo o mais é rejeitado. Para eles, o cristão que não sabe pregar o que eles querem ouvir tem no mínimo de ficar com a boca fechada.
Qualquer pessoa com um mínimo de percepção já consegue visualizar no horizonte uma forma seriíssima de DITADURA, opressora e vil, exercida com extrema desigualdade, intolerância e enganos.
O caso da ABRACEH e sua presidente, Dra. Rozangela Justino, chamam a atenção. A Dra. Rozangela, que é psicóloga evangélica, fundou a ABRACEH, uma entidade para amparar os homens e as mulheres que desejam voluntariamente deixar o homossexualismo. Por sua atitude de estender uma mão amiga aos homossexuais necessitados, a Dra. Rozangela tem sofrido ameaças e intimidações, até mesmo do Conselho Federal de Psicologia, que declarou: “Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades”.
Além da ABRACEH, várias outras organizações que entendem o homossexualismo como um distúrbio e apóiam o direito dos homossexuais que querem mudar de vida têm sido alvo de perseguição da Gaystapo, enquanto muitos cristãos ficam simplesmente em cima do muro observando.
Tomados pelo medo do uso abusivo e desigual da lei — que também tem sido manipulada pelo enorme lobby GLTB —, quase não se encontra entre os cristãos advogados que ousem defender a causa daqueles que sabemos estarem certos em suas posições.
Por isso, é preciso que o povo de Deus acorde. É preciso que profissionais, psicólogos, médicos, biólogos, advogados, juízes, magistrados, educadores, pastores, terapeutas, etc., se levantem em bloco contra essa ditadura terrivelmente desigual, desonesta, injusta, opressora e intolerante que avança furiosamente sobre a sociedade.
O que o Brasil está precisando mesmo não é de favorecimentos ao homossexualismo, mas de um programa Brasil Sem Sodomia e um Dia Nacional de Esperança para Quem Quer Sair do Homossexualismo. Homossexualismo não é motivo de orgulho, mas vergonha. Homossexualismo não é doença, mas traz em seu rastro muitas doenças e prejuízos para as famílias, para os indivíduos e para a sociedade.
Não podemos tentar arrancar das pessoas a aversão natural ao pecado do estupro, assassinato, homossexualismo, pedofilia, etc. São aversões necessárias contra comportamentos que Deus não aprova. São aversões naturais que nos distanciam do que não é bom. Aliás, na Bíblia Deus assim se refere ao pecado homossexual: “Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante”. (Levítico 18:22 NVI)
Se Deus diz que o homossexualismo é repugnante, quem são as autoridades para perseguir e acusar de homófobo quem sente nojo desse comportamento? Os cristãos terão de concordar com o que a Palavra de Deus diz, ou com o que as tendências sociais de Sodoma estão impondo no Brasil? Enquanto houver pecado no mundo, haverá homossexualismo, pederastia e outras perversões. Enquanto houver pecado no mundo, haverá mentiras, propagandas enganosas e distorções da realidade, e é sempre possível que em determinado momento histórico o ser humano, em sua corrupção moral, crie leis que classifiquem o anormal como normal e vice-versa. Tal foi o que já ocorreu na Alemanha nazista e na União Soviética. Mas isso não quer dizer que os cristãos são obrigados a se conformar e aceitar tudo o que é feito de anormal neste mundo.
O governo Lula, com seu programa propagandístico Brasil Sem Homofobia (que debaixo da camuflagem nada mais é do que Brasil Pró-Sodomia) está em guerra não só contra a natureza, mas também contra o Governante do Universo. O único modo de o governo Lula concretizar seu projeto de construir um Brasil sem aversão à sodomia é censurando totalmente o Livro dAquele que declarou que o homossexualismo é repugnante. Tal censura privará os próprios homossexuais do direito de saberem a verdade de que Aquele que condenou o homossexualismo é a mesma e única Pessoa que oferece esperança e libertação real aos que desejam sinceramente abandonar esse estilo de vida nocivo para a sociedade e para si mesmos.
Entretanto, o mundo ainda será um lugar diferente, onde não haverá mais governos impondo mentiras e injustiças para populações cativas. Quando esse tempo chegar, o mundo terá um novo tipo de Governo, perfeito e justo, e será realmente um lugar sem “homofobia”, sem sodomia e sem homossexualismo. Fora desse novo mundo ficarão “os que cometem pecados nojentos, os feiticeiros, os imorais e os assassinos, os que adoram ídolos e os que gostam de mentir por palavras e ações”. (Apocalipse 22:15 NTLH)
Algumas idéias e expressões neste artigo são, direta ou indiretamente, colaboração do Dr. Ricardo Marques.
Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, Editora Betânia.
Notas:
[1] http://www.pt.org.br/site/artigos/artigos_int.asp?cod=693
[2] Brasil Sem Homofobia. Copyright 2004 Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Secretaria Especial dos Direitos Humanos, pág. 7.
[3] http://arruda.rits.org.br/notitia1/servlet/newstorm.notitia.apresentacao.ServletDeSecao?codigoDaSecao=4&dataDoJornal=atual
[4] Sodomia significa a perversão homossexual praticada pela cidade de Sodoma, na Bíblia.
[5] http://gazetaweb.globo.com/gazeta/Materia.php?c=82176&e=1236
Comentário de leitora do blog de Júlio Severo:
From: andrea
To: falecom@juliosevero.com.br
Sent: Wednesday, May 10, 2006 8:29 PM
Subject: HOMOFOBIA
DEUS ESTÁ ERRADO! - NO LIVRO DE LEVÍTICO CAP. 18:22, O SENHOR FALOU A MOISÉS: "COM VARÃO(HOMEM) TE NÃO DEITARÁS,COMO SE FOSSE MULHER: ABOMINAÇÃO É." NO LIVRO DE ROMANOS CAP. 1:18,32, FALA QUE É DIGNO DE MORTE, O QUE TAL COISA COMETE E NÃO SÓ QUEM COMETE, MAS QUEM TAMBÉM CONSENTE COM TAL ATO. COMO A HOMOFOBIA É CRIME NO BRASIL, PEÇO QUE PROÍBAM A BÍBLIA NO TERRITÓRIO NACIONAL BRASILEIRO, SEU USO E COMERCIALIZAÇÃO, E QUE TAMBÉM OS EVANGÉLICOS, SEGUIDORES DO DEUS VIVO SEJAM PROCESSADOS POR OUVIREM A PALAVRA DE DEUS, REJEITANDO A IMORALIDADE, COMO PEDE DEUS. QUE AS IGREJAS EVANGÉLICAS SEJAM FECHADAS EM TODO TERRITÓRIO E QUE CRIEM LEIS QUE IMPEÇAM QUE ABRAM PARA OUVIR A PALAVRA DE DEUS. QUE OS PAIS QUE NÃO QUEREM QUE SEUS FILHOS APRENDAM SOBRE A MARAVILHA QUE TRAZ PARA A VIDA O HOMOSSEXUALISMO, SEJAM PROCESSADOS E PRESOS, ASSIM TAMBÉM OS QUE SÃO CONTRA GAYS E LÉSBICAS LECIONAREM PARA SEUS FILHOS, E OS QUE SÃO CONTRA GAYS E LÉSBICAS EM ACAMPAMENTO DE ESCOTEIROS; QUE A JUSTIÇA PROCURE E PROCESSE ESSES INFRATORES, E QUE TAMBÉM PROCESSEM DEUS! (Com opiniões como essas expressas nos versículos, Deus merece ser preso.)
ATENCIOSAMENTE: CIDADÃO BRASILEIRO.

24 julho 2007

Minha primeira garrafa térmica

Maaaaaaaaaais um texto que não me pertence... Aliás.. Pertence, já que quem o escreveu faz parte da minha vida: Eva Emília, mais que amiga, uma outra irmã.

Eva está morando bem longe, num lugar chamado Rio Branco, no Acre.

Me edificava estando aqui, neste texto mostrou que continua a me edificar... Sejam também edificados.

Hoje me deu vontade de escrever. Sobre algo que nunca pensei... minha primeira garrafa térmica! Você achou engraçado? Eu também achei. Quem me conhece mais de perto sabe que não tenho muitos dotes culinários, e muito menos paixão pela cozinha. Mas, penso que morar só está me ensinando muitas coisas.
Primeiro você aprende que fazer feira não é tão fácil quanto parece. Envolve raciocínio, concentração, cálculos, esforço físico... Aprende que um garrafão de água de 20 litros para ser colocado numa base sem derramar remete ajuda de outra pessoa. Prazos? Esses são importantes, afinal: contas de luz chegam, dia de aluguel, validade dos alimentos (xiii!!!). Quanta coisa a gente erra até aprender...
Mas, uma coisa me chamou atenção hoje: Depois que sai do trabalho resolvi passar num supermercado e comprar um requeijão (a idéia inicial era comprar apenas isso), entretanto, ao caminhar no supermercado percebi uma garrafa térmica, linda! Verdinha –da cor das coisas da minha cozinha- pequena – cabe apenas 0,5 litros, o que é perfeito pra mim. Pensei em comprá-la, mas, desisti. Afinal, pra quê preciso de uma garrafa térmica?
Porém, ao caminhar pelo supermercado, comecei a recordar de qdo cheguei aqui em Rio Branco. O apartamento que estou morando é todo mobiliado, mas, a garrafa térmica que tinha (por sinal uma azul) havia sido deixada pela antiga moradora. Comecei a perceber que, por mais que eu fervesse a água, minutos depois já estava quase fria. Detectei então que a garrafa não funcionava mais. Não servia mais para a função a que foi destinada.
Passei então, até hj sem uma garrafa, ou seja, cada vez que eu queria um café ou chá precisava recorrer ao fogão. Passei a perceber a importância que aquela garrafa teria pra minha vida (não é drama não viu?). Caso eu a tivesse poderia conservar a água, ganharia mais tempo qdo quisesse um café... resolvi então trazê-la. Ao chegar em casa, mal desembrulhei as sacolas, tratei de ferver a água e colocar na garrafa-acabei de tomar meu primeiro café com a água conservada na minha primeira garrafa térmica.
Fazendo uma breve analogia- não sei se sou boa nisso- percebo que a oração e a leitura da Palavra nos fazem manter a fé em Deus. No entanto, se eu não as pratico ficarei como a garrafa azul, perfeita por fora, mas já fragilizada por dentro. Na verdade, eu não preciso ser trocada, o que precisa ser trocado são meus antigos valores, pensamentos sobre mim mesma, concepções errôneas sobre a minha existência nesse mundo. Preciso conservar a fé. Preciso ser como a garrafa nova- só que não como essa que comprei hj, afinal, ela tem um prazo de validade determinado. A diferença é que, nós que temos o Espírito Santo de Deus temos validade eterna. Devemos manter a temperatura ideal da nossa fé, ainda que nossos sonhos não se realizem, que nossos medos apareçam, que as frustrações grudem em nós igual àqueles chicletes que pisamos na rua, ainda que nós estejamos humanamente sós...
Precisamos crer que fomos feitos com um propósito determinado, devemos acreditar que os planos que Deus tem para nós não se exaurem nessa vida, porém, nela, temos um papel fundamental- que também faz parte dos planos Dele pra nós...
Sejamos como garrafas térmicas- das que tem prazo de validade eternas!! Que possamos manter a temperatura ideal da nossa fé, afinal, sem ela é impossível agradar a Deus.

23 julho 2007

Minha litania. - Ricardo Gondim

Minha litania.Ricardo Gondim.


Porque somos tão despercebidos da brevidade da vida.Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.
Porque acumulamos riqueza imaginando que viveremos por longos anos.Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.
Porque nos conformamos com a maldade impessoal do mercado.Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.
Porque aceitamos a inevitabilidade da guerra.Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.
Porque não questionamos haverem muitos pobres e poucos ricos nas penitenciárias. Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.
Porque nos indignamos com as súbitas desgraças e nos aquietamos com os holocaustos crônicos. Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.
Porque calejamos a alma para não nos revoltarmos com a mortandade africana.Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.
Porque pagamos fábulas de dinheiro aos pilotos de carros de corrida e deixamos os professores com salários minguados.Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.
Porque aceitamos que filhos de políticos também sejam candidatos.Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.
Porque tentamos fazer de Deus um servo para nos prover o que precisamos.Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.
Porque nos acostumamos com as cisternas podres e abandonamos as fontes de água cristalina.Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.
Porque somos religiosos semelhantes aos algozes de Jesus de Nazaré.Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.
Porque, como Tomé, precisamos ver para crer.Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.
Porque continuamos parecidos com os nossos pais. Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.
Porque só te pedimos misericórdia de vez em quando.Cordeiro de Deus, tende misericórdia de nós.


Soli Deo Gloria.