24 julho 2007

Minha primeira garrafa térmica

Maaaaaaaaaais um texto que não me pertence... Aliás.. Pertence, já que quem o escreveu faz parte da minha vida: Eva Emília, mais que amiga, uma outra irmã.

Eva está morando bem longe, num lugar chamado Rio Branco, no Acre.

Me edificava estando aqui, neste texto mostrou que continua a me edificar... Sejam também edificados.

Hoje me deu vontade de escrever. Sobre algo que nunca pensei... minha primeira garrafa térmica! Você achou engraçado? Eu também achei. Quem me conhece mais de perto sabe que não tenho muitos dotes culinários, e muito menos paixão pela cozinha. Mas, penso que morar só está me ensinando muitas coisas.
Primeiro você aprende que fazer feira não é tão fácil quanto parece. Envolve raciocínio, concentração, cálculos, esforço físico... Aprende que um garrafão de água de 20 litros para ser colocado numa base sem derramar remete ajuda de outra pessoa. Prazos? Esses são importantes, afinal: contas de luz chegam, dia de aluguel, validade dos alimentos (xiii!!!). Quanta coisa a gente erra até aprender...
Mas, uma coisa me chamou atenção hoje: Depois que sai do trabalho resolvi passar num supermercado e comprar um requeijão (a idéia inicial era comprar apenas isso), entretanto, ao caminhar no supermercado percebi uma garrafa térmica, linda! Verdinha –da cor das coisas da minha cozinha- pequena – cabe apenas 0,5 litros, o que é perfeito pra mim. Pensei em comprá-la, mas, desisti. Afinal, pra quê preciso de uma garrafa térmica?
Porém, ao caminhar pelo supermercado, comecei a recordar de qdo cheguei aqui em Rio Branco. O apartamento que estou morando é todo mobiliado, mas, a garrafa térmica que tinha (por sinal uma azul) havia sido deixada pela antiga moradora. Comecei a perceber que, por mais que eu fervesse a água, minutos depois já estava quase fria. Detectei então que a garrafa não funcionava mais. Não servia mais para a função a que foi destinada.
Passei então, até hj sem uma garrafa, ou seja, cada vez que eu queria um café ou chá precisava recorrer ao fogão. Passei a perceber a importância que aquela garrafa teria pra minha vida (não é drama não viu?). Caso eu a tivesse poderia conservar a água, ganharia mais tempo qdo quisesse um café... resolvi então trazê-la. Ao chegar em casa, mal desembrulhei as sacolas, tratei de ferver a água e colocar na garrafa-acabei de tomar meu primeiro café com a água conservada na minha primeira garrafa térmica.
Fazendo uma breve analogia- não sei se sou boa nisso- percebo que a oração e a leitura da Palavra nos fazem manter a fé em Deus. No entanto, se eu não as pratico ficarei como a garrafa azul, perfeita por fora, mas já fragilizada por dentro. Na verdade, eu não preciso ser trocada, o que precisa ser trocado são meus antigos valores, pensamentos sobre mim mesma, concepções errôneas sobre a minha existência nesse mundo. Preciso conservar a fé. Preciso ser como a garrafa nova- só que não como essa que comprei hj, afinal, ela tem um prazo de validade determinado. A diferença é que, nós que temos o Espírito Santo de Deus temos validade eterna. Devemos manter a temperatura ideal da nossa fé, ainda que nossos sonhos não se realizem, que nossos medos apareçam, que as frustrações grudem em nós igual àqueles chicletes que pisamos na rua, ainda que nós estejamos humanamente sós...
Precisamos crer que fomos feitos com um propósito determinado, devemos acreditar que os planos que Deus tem para nós não se exaurem nessa vida, porém, nela, temos um papel fundamental- que também faz parte dos planos Dele pra nós...
Sejamos como garrafas térmicas- das que tem prazo de validade eternas!! Que possamos manter a temperatura ideal da nossa fé, afinal, sem ela é impossível agradar a Deus.

Um comentário:

Leylane disse...

Amém!!
Texto massa d+!
E edificante também!
É incrível como Deus fala conosco de várias formas.
amooo pai!