04 outubro 2008

SE NÃO TIVESSE AMOR...

Certa vez, após uma palestra sobre ação social, liderei um grupo cuja finalidade era justamente discutir o papel do cristão ante a problemática dos marginalizados, dos excluídos da sociedade. O problema é que, buscando aprofundamento, surge uma polêmica (parece que a regra é: tudo que é aprofundado será polemizado): dar ou não dar esmolas?
Grupo dividido, opiniões cruzadas, defesas, ataques, farisaísmo e demagogia expressos, jogo a pergunta: “Qual o posicionamento de Cristo diante dos marginalizados? O que Ele faria e fez em relação aos que a sociedade rejeita e rejeitou na sua época? Cristo daria esmolas?” Silêncio... Dúvidas... Cochichos...
Nosso grande problema é que, travestidos de uma “preocupação com o outro”, muitas vezes colocamos pra fora nossa “caridade” simplesmente buscando nos livrar da perturbação de um pedinte no nosso pé.
Nunca aconteceu com você de, saindo de uma lanchonete, por exemplo, surgir um garoto estendendo a mão e você, simplesmente pra não ter que inventar uma desculpa ou por medo da reação dele, jogar uns quinze centavos (preferencialmente em três moedas de cinco) na mão do carinha? Nunca aconteceu com você de, diante de uma pretendente a namorada, deixar o garoto levar o resto da coca que sobrou na garrafa que ele pediu? Nunca aconteceu com você de, após ver uma palestra ou um vídeo sobre os famintos africanos, se imaginar como um revolucionário que, disposto a lutar pelos pobres, resolve separar 3% do seu salário e comprar algum mantimento para alguma família pobre e depois sair contando para alguns? Caso nunca tenha acontecido, parabéns... Comigo já (pelo menos uma dessas alternativas)!
Voltando à última pergunta que fiz ao meu grupo, questiono aqui: Jesus deu esmolas? Bom, se deu, pelo menos não aparece nada relatado nas Escrituras. “Tá, tudo bem, Saulo, você ta querendo dizer que é errado dar esmolas? Que Jesus não daria esmolas hoje em dia?” Não... O que estou dizendo é que Jesus foi além.
Acho muito pouco provável que a preocupação de Cristo fosse as esmolas ou as ações em si, mas principalmente NOSSA VISÃO em relação aos marginalizados. Torno a dizer: Jesus foi além... JESUS AMOU os marginalizados!
Diferente da grande maioria dos que bradam o amor de Deus, Cristo de fato viveu esse amor quando andou com as prostitutas, quando conversou com os rejeitados, quando comeu com os pecadores... Jesus, Diferente de muitos de nós, nunca se colocou como superior aos esquecidos (ainda que tivesse o atributo de ser o ÚNICO superior aos esquecidos e aos “lembrados”).
O que eu tenho feito pelas centenas de mulheres nas esquinas das grandes e pequenas cidades, esperando algum pervertido sexual para que no fim da noite leve algum trocado para ter o que comer? O que eu tenho feito pelo dependente químico que, enquanto muitos o chamam de safado, sofre buscando se livrar da escravidão do crack? O que eu tenho feito pelo menino de rua, sem família, sem presente e sem perspectiva de futuro? O que eu tenho feito pelos idosos que, depois de uma vida inteira de luta e trabalho, se vêem jogados pelos próprios filhos em asilos imundos à espera da morte? O que eu tenho feito pelos injustiçados, pelos marginalizados, pelos enfermos, pelos abandonados, pelos que “não são”?
Orações, súplicas, comunhão, adoração, louvor, palavra, AÇÃO... Sem amor genuíno... NÃO VALE NADA!

Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados.” 1Pe.4:8
Que Ele, que me amou, que me ama e que nunca deixará de me amar... Que Ele, que amou, que ama e que nunca deixará de amar aqueles a quem AINDA não amo, nos abençoe!

09 setembro 2008

Última chance?

Olá, pessoas!

Após uma conversa via e-mail sobre relacionamento com irmãos, decidi enviar um contando minha história de relacionamento com meu irmão. Segue abaixo:
Convivência com irmãos é algo complicado; se não colocarmos o Evangelho à frente, corremos o risco de testemunharmos muito pouco do Cristo em nós.
Até os meus dezessete anos, a pessoa que mais passou tempo ao meu lado foi meu irmão (um ano mais velho que eu) - Estudávamos na mesma escola, dormíamos no mesmo quarto, andávamos com os mesmos amigos e por aí vai...
O lance é que, como todo irmão, discutíamos muito... Amávamos-nos, sem dúvida, mas NUNCA (eu disse NUNCA) chegamos a dizer um para o outro: "eu te amo"... Saca aquela coisa de: "não, ele sabe, que o amo, eu não preciso dizer não"? Pois é!
A questão é que me converti... Como convertido, nova criatura, comecei a sentir o peso de mostrar a diferença, o peso de ser exemplo, o peso de "negar-me a mim mesmo" e sabia que meu Pai Soberano queria que eu abrisse um pouco mais mão das minhas vontades e demonstrasse mais o que Cristo faria.
Em dois anos de Evangelho, continuei sem demonstrar (em palavras) meu amor para com ele, de forma que continuava a me fechar no meu mundo, aconselhando muitos a jogar por terra a timidez e lutar pela restauração de um relacionamento firmado pelo Pai - quando EU MESMO não o fazia.
Exatamente dois anos depois da conversão, durante um Encontro de jovens, eu falei: "Deus, dessa vez eu vou abrir mão das minhas vontades... Quando eu chegar em casa eu abraço meu irmão e digo a ele que o amo, independente da sua reação!". Isso foi no dia 31 de outubro de 1998, um sábado.
Quando cheguei em casa, meu irmão tinha saído. Eu poderia esperar ele voltar, mas no meu coração me alegrei em não ter que fazer aquilo - e dessa vez a culpa não tinha sido minha, pois a "vontade" eu tive, mas ele não estava lá... Quem manda não estar na hora?
Minha parte eu já fiz!!! De fato - deitei logo pra evitar que eu estivesse acordado quando ele chegasse, assim no outro dia de manhã logo cedo eu sairia pra o EJC de novo, ele ainda estaria dormindo e eu poderia adiar mais um pouco aquilo, já que, como eu já disse: "minha parte eu já fiz - se ele não está em casa o problema não é meu!". E dormi...
É ruim quando acordamos de madrugada sendo despertados por alguém, não? Bom - Imaginem a situação de acordar de madrugada com sua mãe chorando e dizendo: "acorda, Saulo - Daniel bateu o carro!".
Eram 03:30h do domingo, 01 de novembro de 1998 - e essas datas geralmente nunca mais saem da nossa mente.
Meu irmão virara o carro após uma derrapagem em uma curva - Meu irmão estava em coma - Minha família angustiada, mas Eu tinha uma certeza: ELE NÃO VAI MORRER, POIS EU FIZ UM PROPÓSITO COM DEUS E SEI QUE MEU IRMÃO SÓ MORRE DEPOIS QUE EU PEDIR PERDÃO PELA FORMA QUE O TRATEI E DISSER QUE O AMO!!!
Bom, como Deus é um Deus de milagres, realmente o negócio parecia correr pra onde eu pensava, pois apesar dos médicos darem poucas horas de vida tevido ao trauma no crânio, ele agüentava cada dia demonstrando o que Deus faria, e NAQUELES DIAS EU TIVE FÉ NO REAL SENTIDO DA PALAVRA.
Meu irmão ficou cinco dias em coma, e eu era a ÚNICA pessoa que acreditava que ele sobreviveria, e quando digo acreditar não é aquela mera fé de: "oh, Deus, faça algo, eu sei que tu podes!". Não, eu dizia em meu coração: "Deus, muito obrigado, pois meu irmão ficará vivo e eu cumprirei minha promessa contigo!".
Quando eu sabia que o quadro clínico piorava, eu subia para a U.T.I e ficava olhando pelo vidro, pois eu sabia que se fosse pra ele morrer antes disso ele abriria os olhos e eu o veria, então eu colocaria toda aquela indumentária típica de U.T.I. (touca, máscara, touca pra cobrir os pés...) entraria na sala, diria pra ele o que eu prometera e depois ele morreria.
Todos sabiam o propósito de Deus. Eu não acreditava nisso, eu acreditava que Deus seria misericordioso, seria bondoso, seria DEUS, e que se quisesse levar meu irmão deixaria pelo menos eu dizer o que queria para o meu irmão antes dele partir.
Na madrugada do dia 5 de novembro eu estava no Hospital Santo Inácio, em Juazeiro do Norte, no Ceará, em um jardim do prédio, juntamente com dois amigos: um chamado Marcol e outro chamado Samyr, e conversávamos sobre esses milagres que Deus poderia fazer pelos seus. De repente acaba a energia do hospital... Subo até a U.T.I e, para a minha surpresa: O gerador não liga!
Pra resumir a história, depois de uns dez minutos de falta de energia elétrica, aparelhos desligados e médicos tentando a respiração manual, surge um enfermeiro e pergunta quem da família estava ali - E meu mundo desabou!
Minha maior angústia era: QUAL A RAZÃO PELA QUAL DEUS NÃO ME DEIXOU FALAR O QUE EU QUERIA PARA O MEU IRMÃO? Como pode um Deus tão carrasco assim? Deus não podia simplesmente me deixar falar com ele e em seguida fazê-lo partir?
Pois bem... Depois de alguns anos de "revolta" (que eu chamaria mais de incompreensão), Deus me respondeu: VOCÊ JÁ TEVE SUAS CHANCES E DESPERDIÇOU!
Eu tive minha chance todas as vezes em que, chegando "edificado" da igreja, ignorei-o... Eu tive minha chance nas incontáveis caronas que eu pegava com ele e íamos sozinhos da escola até nossa casa e esse percurso durava mais de meia hora...Tive minha chance todas as vezes em que cheguei em casa com a Bíblia embaixo do braço e ele estava assistindo TV...
Enfim... Chances não faltaram - eu não quis seguir o tempo de Deus, quis fazer o MEU PRÓPRIO TEMPO - E deixei de ser abençoado pelo orgulho de não dizer um "te amo, mano!"
Nossa última chance pode ser agora!
Ah... Essa historiazinha não é mais um e-mail daqueles que encaminham para você - Essa é a história de Saulo Ribeiro, irmão de Daniel Ribeiro - Dois irmãos que se amavam - e esqueceram de dizer isso um ao outro devido aos corações pecadores e orgulhosos de ambos!
Que o Senhor dos que são aqui e dos que são na Eternidade nos abençoe!

29 agosto 2008

Da verdade à burrice gospel

Composição: Mark Hall / VERSAO: PG

Quem sou eu?
Pra que o Deus de toda terra
Se preocupe com meu nome
Se preocupe com minha dor

Quem sou eu?
Pra que a Estrela da manhã
Ilumine o caminho
Deste duro coração

Não apenas por quem sou
Mas porque Tu és fiel
Nem por tudo o que eu faça
Mas por tudo o que Tu és

Eu sou como um vento passageiro
Que aparece e vai embora
Como onda no oceano
Assim como o vapor

E ainda escutas quando eu chamo
Me sustentas quando eu clamo
Me dizendo quem eu sou

Eu sou teu
Eu sou teu

Quem sou eu?
Pra ser visto com amor
Mesmo em meio ao pecado
Tu me fazes levantar

Quem sou eu?
Pra que a voz que acalma o mar
E acaba com a tormenta
Que se faz dentro de mim


Em meio ao lixo musical que vemos no meio dito gospel, me deparei com esta música tão bem escrita por Mark Hall e muito bem interpretada por P.G., "roqueiro" evangélico tão discriminado pelos "ortodoxos" devido ao seu estilo.
O que me surpreendeu foi a verdade bíblica exposta de forma tão veemente pelo autor, que em poucas linhas apresenta-nos uma verdade tão sublime ao mesmo tempo tão complexa: como pode um Deus tão perfeito, puro e reto atentar para míseros pecadores como nós?
Como pode Deus tão grandioso, eterno, soberano e poderoso escutar orações de seres tão insignificantes, tão podres como nós?
Misericórdia e Graça... A explicação complexa mescla as duas palavras: um Deus soberano tem o seu coração tocado por criaturas miseráveis como nós, desta forma derrama Sua Graça - favor imerecido e perfeito dEle, que se por um único momento tirar os olhos de nós, seremos destruídos por aquilo que criamos.
O que me inquieta é que, vislumbrando letra tão edificante, irrito-me ao analisar as "pérolas" que ouvimos nos rincões "gospel's" Brasil afora... Seria cômico se não fosse trágico, mas cada dia que passa dou risada e ao mesmo tempo tenho medo do que temos ouvido sendo cantado pelos irmãos nas nossas congregações ou ajuntamentos evangélicos do Brasil.
Não vou entrar no mérito do teor teológico das músicas (aliás.. Existe algo de teologia na maioria das músicas “gospels” de hoje?), quero apenas atentar para a criatividade dos nossos ministros de louvor.
Como diria o nosso irmão José Barbosa Jr no seu blog, parece que estamos passando por um grande deserto, uma grande estiagem, pois só isso explica a quantidade de músicas pedindo chuva. Faz chover, derrama tua chuva, vem com tua nuvem, abre as comportas do céu, chuva de avivamento.
Por outro lado, não satisfeitos com a quantidade de água derramada e parecendo meninos indecisos, pedimos fogo! Grande parte das músicas evangélicas fala de fogo como sendo algo bom, batendo de frente com a Bíblia, que sempre relaciona o fogo ao juízo ou destruição.
Também extremamente irritante (e concordando novamente com meu irmão J. Barbosa), são as constantes pregações dos “levitas” entre as músicas. Não bastasse a sensualidade da ministração "adoradora" de algumas "divas" da música gospel (talvez ligada ao "abraço, beijo, colo...) e o drama dos choros "valadoadores", surge a voz ofegante dos “Quinlans e Fernandinhos”. A impressão é que (empolgados pelo recente “espírito” olímpico), depois de muita correria os cantores já entraram suados na música, gritando quase sem voz (exemplo da participação de Fernandinho no álbum de 35 anos de Adhemar de Campos, que durante todo a música só grita quase sem fôlego, abandonando a letra do pobre Adhemar...)
Nas nossas músicas, quando não chove fica nublado. É só observar o "mói" de nuvens nas letras. Como diria um pregador e blogueiro: "as nuvens de glória nem deixam o sol da justiça brilhar, esse é o problema. Aliás, nuvem de glória não, shekiná (esqueci que tudo agora tem que ser em hebraico). Shekiná prali, Shekiná pra lá, nuvem, peso de glória, nuvem carregada. Sai de baixo... vem temporal aí!”
Grande solução de vendas e grande problema teológico são as exposições “enamoradas”, o romanceio servo X Cristo, esbanjando erotismo nas letras (bem propício para uma ‘noiva’ à espera da lua-de-mel). É um tal de “quero teu colo”, “teu carinho”, “quero te beijar, te abraçar”... E refaço a pergunta lançada por alguns mais antenados: Quem seqüestrou a noiva??? A noiva está sendo preparada ou está em cativeiro??? Com tanto clamor pro noivo vir resgatar a noiva, será que o G.O.E. gospel resolve? E olhe que o que foi divulgado na Bíblia é que esta estava sendo purificada para as Bodas do Cordeiro... Ainda que muitos divulguem que ela está dominada pelas hostes de Satã, clamando o resgate!
Como um pastor já dizia também em um blog: “Com tantos cânticos pedindo “libertação” e “cura” para os que já foram salvos, parece difícil crer que a liberdade conquistada na cruz é suficiente, que o sacrifício ÚNICO de Jesus basta para me libertar. Nada disso! Todo culto eu tenho que clamar: “Vem me libertar”, “Quebra minhas cadeias”, “Enche meu coração vazio”, “Liberta-me Senhor”. E eu pensando que “se, pois, o FILHO vos libertar, VERDADEIRAMENTE SEREIS LIVRES”. Que bobagem a minha..."
Que Ele, que ainda tem misericórdia, nos oriente a fim de que possamos DE FATO adorar em espírito e em verdade.. OFERECENDO a Ele e não só clamando receber (Hb 13:15).

MUITO do escrito aqui também foi extraído do blog do pastor José Barbosa Jr

26 maio 2008

O acidente

Olá!

Não costumo utilizar o Blog como noticiário, mas achei interessante comentar um fato que ocorreu na minha vida de ontem para hoje.

Vinham de Campina Grande para João Pessoa a minha irmã, meu cunhado, meus dois sobrinhos (04 e 06 anos) e um amiguinho deles (06 anos). Como chovia muito na estrada, o carro sofreu uma aquaplanagem e deslizou, batendo na mureta da estrada e capotando por 04 vezes. Como as três crianças que vinham atrás estavam sem os devidos cintos, todos voaram de dentro do veículo. Quando minha irmã saiu de baixo do carro, viu que nenhum estava dentro, então se desesperou, porém viu o mais velho se levantando e viu o mais novo mexendo a cabeça (o mais novo deslocou o queixo e quebrou a clavícula). A maior agonia foi que, desesperada, minha irmã começou a gritar chamando o outro (Vítor, de 06 anos) e não o encontrou, então vários carros que vinham atrás na hora do acidente (que inclusive alguns desses viram dois dos meninos voando de dentro do carro na hora da capotagem) começaram a procurar o menino, que não era encontrado, até que uma pessoa de um outro carro notou que o menino estava DEBAIXO DO CARRO. Segundo minha irmã, umas vinte pessoas (mais ou menos quinze carros pararam para socorrer) foram necesárias para desvirar o carro e retirar Vítor de lá, desacordado.

Encaminhados para o hospital, Vítor e Davi fizeram receberam o socorro e foi constatado que Vítor quebrou quatro costelas e uma destas perfurou o pulmão, além de ter um profundo corte desde o lábio até a ponta do queixo e alguns hematomas na cabeça. Davi, conforme falei, teve a clavícula quebrada, um deslocamento no queixo e alguns hematomas no corpo e cabeça.

Imaginem a situação dos meus pais: em 98 perderam um filho com 18 anos de acidente de carro após uma capotagem; então, no dia dos seus 30 anos de casados, liga minha irmã na hora do acidente dizendo que sofreu uma capotagem e que não estava encontrando um dos meninos. No momento eu estava na igreja ensaiando para uma peça (16:00h de domingo) e recebi a notícia por minha namorada, dizendo para eu ficar calmo pois minha irmã tinha capotado o carro vindo de C Grande.

O milagre nisso tudo é, ouvindo os relatos e vendo o carro, saber que nenhum sofre risco de morte; vejo que DE FATO Deus colocou a mão sobre o veículo e mais uma vez tomou conta dos seus, fazendo o seu propósito misterioso na vida de cada indivíduo temente a Ele. Quando estava na casa de uma amiga, minha sogra olhou para o mais velho, que nada sofreu, e disse: "esse anjinho... Voou pela janela, mas Deus segurou suas asas e não deixou ele cair no asfalto".

De fato: Muitas vezes nós queremos usar as asas que o pai nos deu a fim de que possamos voar para onde bem entendemos, geralmente fora da vontade dEle; o bom é saber que Ele quase sempre nos segura, nos deixando cair na grama apenas com poucos arranhões para que lembremos de que não somos "autônomos". Porém, muitas vezes o mesmo Pai permite que caiamos de forma torta, que quebremos alguns ossos e que fiquemos cheios de cicratizes, a fim de que, futuramente, possamos olhar as marcas que o pecado nos causou e possamos dizer: "bem melhor é obedecer e ficar debaixo da mão do Pai do que andar com as próprias pernas e sofrer os danos do erro."

O nosso cinto de segurança é a obediência... Utilizemos este a fim de que possamos estar seguros na hora inesperada.

Que Ele, que nos cerca com Sua poderosa mão, nos abençoe e se alegre de nossas vidas!

05 maio 2008

DEUS, O HOMEM E A MARCHA DA MACONHA

Mais um texto do Pr. Sergio Queiroz, esse que está na foto aí abaixo, homem de Deus e coincidentemente o meu pastor (hehehe).

Alguns "moderninhos" de plantão podem considerar o texto "mais um DESinforme para bitolar desinformados quanto ao uso da maconha"... Não obstante as informações científicas muito bem colocadas por Sérgio, reitero as suas considerações, posto que não sou um pesquisador teórico dos feitos nocivos da maconha, mas convivo diariamente com os resultados práticos dela, já que dirijo uma Casa de Recuperação para Dependentes Químicos onde não faltam alunos sedentos por abandonarem o vício na erva quase ilícita e prestes a se tornar legal...

Que o Senhor tenha misericórdia do futuro da nossa Nação.


E aí vai o texto:

DEUS, O HOMEM E A MARCHA DA MACONHA
Nos próximos dias está para acontecer um dos eventos mais inusitados já ocorridos em nossa ex-pacata João Pessoa: A Marcha da Maconha. A luta dos envolvidos é pela legalização do uso dessa substância psicotrópica que vem marcando negativamente a vida de muitas famílias, além de ser porta de entrada para muitas outras "viagens" perigosas e até mortais.
De acordo com a Universidade Federal de São Paulo, a maconha é a droga ilícita mais consumida no país. Estima-se que mais de três milhões de brasileiros já experimentaram a maconha pelo menos uma vez na vida e, diferentemente do que muitas pessoas pensam, a maconha pode sim causar dependência. Além disso, o uso da maconha reduz a testosterona, que é o hormônio masculino responsável, entre outras coisas, pela produção de espermatozóides.
Assim, o consumo da maconha diminui a capacidade reprodutiva do homem.
Também de acordo com a UFSP, o uso da maconha afeta o sistema respiratório do usuário, levando-o a desenvolver quadros de bronquite e perda da capacidade respiratória, além de aumentar os riscos de câncer de pulmão; sem falar na redução da capacidade de aprendizado, memorização e motivação para o trabalho.
Como vemos, a luta que precisamos travar pela eterna criminalização do uso da maconha não é, apenas, uma questão que interessa à promoção da ética cristã; é também uma questão de coerência científica. Não obstante, precisamos ir mais fundo nessa questão. O uso de drogas lícitas e ilícitas está estreitamente ligado à busca pelo prazer, pela satisfação e pelo senso de completude existencial, o que se afigura com sendo o outro lado da moeda. Do outro lado de um "baseado" ou de uma pedra de crack existe uma pessoa, existe um ser complexo, cheio de carências a serem supridas, repleto de problemas a serem resolvidos e que, muitas vezes, descarrega nas drogas as suas tensões, medos e frustrações.
Posso afirmar que o uso das drogas relaciona-se à busca por plenitude, assunto que vem sendo tratado nessa coluna nas semanas anteriores e que faz parte das nossas mais profundas aspirações.
A nossa juventude carece de ideais firmes, de pontos de sustentação, de válvulas de escape para as suas mais dilacerantes frustrações. O problema é que vivemos em uma sociedade fragmentada, onde grupos lutam para relativizar o valor da família, tirando do casal (homem e mulher) a responsabilidade pela manutenção da célula da sociedade; enquanto outros marcham pelo aborto e pelos "direitos" que dizem ter sobre o próprio corpo.
Não será de se admirar, caso tenhamos, em poucos anos, uma marcha em favor do sexo entre uma criança e um adulto, tudo em nome do "amor" e da "liberdade". Afinal, conceitos que faziam parte da compreensão ética do homem e da sociedade estão cada vez mais se fragilizando, em nome das chamadas liberdades individuais. Onde vamos parar? Qual é o limite da sede por completude que têm os habitantes desse mundo pós-moderno e pós-cristão?
Para muitos, o meu discurso pode parecer "careta", mas não é. A intenção desse artigo é produzir reflexão sobre as nossas reais necessidades e sobre o único meio de saciá-las. A Marcha da Maconha é apenas a ponta do iceberg de um problema muito mais profundo, que esconde almas sedentas por plenitude e caçadoras de um senso de significado existencial e espiritual. É por isso que as palavras de Dostoievski falam por si mesmas: "O homem possui dentro de si, um vazio do tamanho de Deus."
A grande notícia é que Deus deseja preencher esse vazio do homem, mas o homem nega esse vazio e foge do verdadeiro remédio. Demonstrando que o homem precisa mesmo do Divino para encontrar-se consigo mesmo e para saciar a sede por significado, Jesus disse: "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei" (Mt.11.28). Falando com a mulher samaritana e referindo-se à insaciabilidade da humanidade, Jesus também afirmou: "Quem beber dessa água voltará a ter sede, mas o que beber da água que eu tenho para dar jamais terá sede, porque a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que dará vida eterna" (Jo 4:13-14).
O homem só será completo quando encontrar-se com a fonte de sua existência, quando o elo quebrado pelo pecado e pela rebeldia intransigente for refeito em sua vida, através do sangue de Jesus Cristo. Caso contrário, muitas outras "viagens" aparecerão, levando-nos para um lado e para outro da vida. Muitas outras marchas em prol da satisfação do indivíduo e de sua busca por
plenitude serão organizadas. Entretanto, ao final de cada uma dessas tentativas, a humanidade verse- á cada vez mais carente, fragmentada e sem esperança sobre o futuro.
Será a "vitória" do niilismo, que leva ao desespero. Justo prêmio devido a uma geração que, ao tentar tirar Deus de sua existência, encontra-se frente à frente com a agonia da própria alma.
O pior de tudo é que essa mesma alma vai morrendo de sede ao lado da fonte da vida, pelo simples fato de recusar-se a enxergá-la.
Que a Fonte da Plenitude toque o coração dos que tem sede!
Graça e paz!
Sérgio Queiroz *
*Sérgio Queiroz, 36 anos, é bacharel em engenharia civil, psicologia e direito pela Universidade Federal da Paraíba, mestre em Filosofia pela mesma Universidade e em Teologia pelo Instituto Bíblico Brasileiro Betel, estando por iniciar seu doutorado. Atualmente é Procurador da Fazenda Nacional, pastor titular da Primeira Igreja Batista do Bessamar na Paraíba, gestor do Projeto Cidade Viva em João Pessoa e graduado no Instituto Haggai Internacional (Cingapura, 2005). Ele é casado com Samara Vieira Rocha de Queiroz, bacharel em Ciências da Computação e especialista em redes e sistemas de informação, também graduada do Haggai e, além de atuar como supervisora de informática na Justiça Federal da Paraíba, também é uma colaboradora do seu marido no ministério. Eles têm três filhos pequenos.

28 abril 2008

O verdadeiro servo de um falso senhor

Bom, como vocês já estão acostumados, adiciono novidades ao blog a cada duas décadas...

Desta vez coloco aqui um "email de e-mail"... Há alguns dias enviei para a minha lista de contatos de e-mails uma troca de e-mails entre eu e um missionário hare-krishna russo... Segue abaixo o diálogo.

Oi, gente... Todos nós temos um chamado: pregar o Evangelho... Porém alguns têm chamados ESPECÍFICOS com relação a este. Este e-mail abaixo relaciona-se ao meu chamado quanto a tal (evangelismo de seguidores de outras religiões). Ígor é um missionário do Movimento Hare-Krishna a quem verdadeiramente aprendi a amar, ele é russo e escolheu abrir mão de seu futuro para dedicar-se à sua crença. Aprendi algumas coisas com Ígor: Ele serve ao seu falso Deus de maneira mais submissa do que eu ao meu Deus verdadeiro. Aprendi também que nem sempre o evangelismo nos traz o resultado esperado; e isso me deixou bastante triste, pois amo esse cara e sei que a sinceridade da sua fé é vã, conforme vemos nas Escrituras. A quem interessar, segue o meu e-mail para ele e sua resposta logo abaixo. Ainda não o respondi - pretendo fazê-lo esta semana. Que o Senhor se agrade das nossas vidas!
Saulinho
> Date: Sun, 18 Mar 2008 14:10:51 -0300>
From: *******_preacher@yahoo.com>
Subject: Re: Notícias!
>To: saulojua@hotmail.com>
>Olá, Igor!>
> Não sei se ainda lembra de mim... Lhe entrevistei na
> Nova Consciencia 2006 em Campina Grande, mantivemos muito contato por e-mail (falamos muito sobre Jesus) e fui no posto 'Gauchinha' em João Pessoa com uma amiga para conversarmos e lhe entreguei uma Biblia, lembra? Esperei lhe encontrar na Nova Consciencia em 2007, mas você não estava...
>
> Como estão as coisas?
>
> Viajando muito?
>
> Têm vindo à Paraíba?
>
> Notícias!
>
> Abraço!
>
> Saulo Ribeiro
> RESPOSTA!!!
>
> Bom dia, Saulo!
> Sim, eu lembro você. Mas em caos desta vida
> esquecei mandar resposta. Assim, noticias aumentaram
> cada vez mais. E gora resposta é enorme!!! :)))
> Como você já sabe, dia 7 de agosto eu saiu de São
> Paulo. Dois dias eu viajei para Goiânia. Para maioria
> caminhões é proibido dá carona, por isso eu entrei
> através de porta motorista. Uma vez viajei dentro de
> Ambulância.
> Em Goiânia eu não achei devotos de Krishna para
> comemoração de aparecimento do Senhor Balarama e, em
> futuro, dia de aparecimento do Senhor Krishna. Por
> isso, eu lutei sozinho para fazer este comemoração.
> Isso foi uma semana muito difícil. Durante essa
> semana eu dormi das 3-4 horas as 7-8 horas de manha.
> Comei só três vezes, porque fisicamente não tinha
> tempo disponível. Andanças constantes, bate-papo com
> várias pessoas: na Assembléia Legislativa, chefes
> vários instituições, pessoas interessadas escutar
> sobre Krishna, etc. Eu planejei fazer dia Aparecimento
> do Senhor Krishna para público em geral, mas não achei
> nenhum local para isso. De novo e de novo eu escutei
> mesmas palavras: “Nosso auditório ocupado até fim de
> eleições” ou “Você não faz parte de universidade e nós
> não podemos dá pra você espaço” ou “Em nossa
> universidade (faculdade ou academia) proibido pregar
> qualquer tipo de religião”.
> Eu fiz um cartaz, que explica natureza divina do
> Senhor Krishna e visitei para Assembléia Legislativa,
> fez xérox 50 copias deste cartaz. Depois passei
> gabinete por gabinete dos todos os deputados federais
> e distribui estes cartazes, que foi colocada em local
> mais importante de cada gabinete, onde podemos
> observar e ler todas as pessoas.
> Dia 17 de agosto, no tempo de almoço secretaria de
> Pró-Reitoria de Administração e Finanças, Centro de
> Gestão do Espaço Físico, Universidade Federal do
> Goiás, - afirmou mi, que Diretoria liberou pra mi
> espaço no Centro de Convivência. Maior dificuldade
> (burro-criacia brasileira) foi vencida. Eles liberaram
> tempo dia 18 de agosto das 13 às 18 horas. Mas luta
> ainda não acabou. E até meia-noite eu imprimi e
> distribui 465 convites, colei 27 cartazes e mandei 278
> e-mails. Depois até 4 horas de manha eu cozinhei
> halava e conteúdo para pasteis.
> Dia seguinte, dia de comemoração, eu passei para
> vários amigos (que não tem contato comigo) e convidei
> deles pessoalmente. A partir de 10 horas até 12-30 eu
> fez 65 pasteis. No local de comemoração eu fiquei
> tempo tudo. Em 14 horas comecei cantar Hare Krishna.
> Em 15 horas eu comecei ler em voz alta capitulo 21 de
> “Néctar de devoção” sobre qualidades de Krishna. E
> chamou atenção das pessoas, com quem nós discutimos
> sobre Krishna e importância vida espiritual.
> Até 19-40 eu distribui todas as pasteis e mais de
> 50 porções de halava. Alguns lamentavam: “Cadê em
> Goiânia devotos de Krishna? Eu muito gostaria
> encontrar eles, mas não vejo ninguém.” Alguns
> abraçaram mi: “Deus abençoe você para isso trabalho
> muito bom.” Quando movimento acabou eu cheguei para
> Diretoria para agradecer sobre permissão. Mas diretor
> já foi fora. E secretaria dele, conversou comigo até
> 21-20 sobre planetas celestiais e infernais, sobre lei
> de karma (lei causa e efeito) e atividades auspiciosas
> e pecaminosas, sobre vida mais simples e
> espiritualmente progressiva. Ela colaborou minha
> revista e gostaria conversar horas e horas mais. Mas
> eu fui muitíssimo cansado e feliz. Noites sem sono,
> falta de comida, sempre andar baixo de sol quente,
> discussões durante 20-21 horas por dia – diminuíram
> minhas forças. Eu desejei só toma banho e dormi. Mas
> achei um pouco forças para cantar japa durante uma e
> meia hora fora de Casa de Estudante, porque, quando eu
> voltei para Casa, estudantes de novo começaram
> perguntar sobre Krishna. Cheguei para dormi em
> 01h40min de manha com tranqüilidade, meu dever foi
> cumprido.
> Eu fiquei na Casa de Estudante e na casa dos
> amigos. Fez novas amizades e visitei para amigos
> antigos.
> Durante minha presença em Goiânia, eu distribui 149
> minhas revistas e tentei ajudar para pessoas, que
> pediram esta ajuda. Retirei edição anterior de minha
> revista, que foi guardada na casas dos amigos. Cortei
> todos os apegos de Goiânia e de novo em viagem. Dia 30
> de agosto eu saiu para estrada.
> Dilmar dei pra mi carona até posto gasolina na
> saída de Goiânia, mas eu não consegui carona (porque
> posto já não funciona) e depois fiquei três dias na
> CEASA-GO. Come bastante bananas, laranjas, mamão e
> melancia. Na sábado, dois de setembro, eu achei carona
> só para Anápolis. E até Segunda-feira fiquei em
> Anápolis.> Maioria motoristas, que esperaram carga, foram
> muito curiosos, por isso eu muito preguei e distribui
> minhas revistas. Na Segunda-feira eu saiu com Wagner,
> que dou pra mi carona até Brasília-DF. Wagner dá mi
> mais entusiasmo para servir a Krishna. Ele contou
> história de sua vida incrível, onde ele sempre pediu
> Deus, para servir ao Ele sem nenhuma reserva com todas
> as palavras e ações.
> Em Brasília fiquei muitíssimo molhado baixo de
> chuva. Mas isso não acabou com minha felicidade.
> Capital de pais eu abandonei sem grandes dificuldades,
> só fiquei um dia, antes de consegui carona para
> Formosa-GO.
> No grande postão (em oito quilômetros perto de
> Formosa) eu achei carona até Luis Eduardo
> Magalhães-BA. Carona em Bahia mais fácil, por isso dia
> seguinte (sete de setembro) eu cheguei até
> Barreiras-BA. Perto este cidade tem fabrica dos
> produtos de soja. Lá eu achei carona até Umbaúba-SE.
> Esta carona mais longa, que eu achei durante quatro
> anos de minha vida brasileira. Rosano dá pra mi carona
> para 990 quilômetros! Em Umbaúba ele virou em interior
> de Sergipe e eu fiquei de novo na estrada. Chuva foi
> muito tempo, até eu cheguei em Caruaru-PE.
> Mas antes eu forçado busquei carona em Sergipe. No
> posto gasolina perto de cidade é proibido pedir
> carona, e caminhões por sua vontade param um pouco.
> Graças a Krishna, eu achei carona até Caruaru-PE, isso
> é mais de 500 quilômetros para frente. Infelizmente,
> nosso caminhão quebrou quando faltavam 70 quilômetros
> até meta, perto de cidadezinha Jupi. Eu usei momento e
> distribui mais de 40 minhas revistas. Quando motorista
> compreendeu, que recuperação de caminhão pode acabar
> mais tarde, ele paguei meu passagem em lotação.
> De Caruaru para Campina Grande-PB eu viajei mais ou
> menos um dia. Lotações não gostam dá carona. Este
> jeito eu cheguei em Campina Grande dia 12 de setembro.
> Fiquei com minha mais querida amiga, Andréia, até
> dezembro. Durante este tempo nós fazem pratica
> espiritual e estudam, como podemos amar a Krishna,
> Suprema Personalidade de Deus. Na casa dela eu
> escrevei um livro “A busca de alma-gêmea” sobre como
> achar companheiro adequado para casamento. Base deste
> livro é palestras de Audarya-dhama prabhu (um devoto
> russo) e citações de “Shrimad-Bhagavatam” (“Histórias
> lindas sobre Senhor Supremo”).
> Depois Andréia viajou para Osasco, e eu fiquei
> algum tempo em Campina Grande. Na casa de Yolanda e
> mãe dela Maria, que mi receberam como irmã e mãe, eu
> comemorou Natal. Ano Novo, 2007, eu encontrei com
> devotos de Krishna em Recife-PE. Em meio-noite,
> devotos cantaram os santos nomes do Senhor Krishna e
> distribuíram um gigantesco “Bolo da paz”. Todas as
> pessoas, que cantaram e escutaram, ficaram muito
> felizes e satisfeitos.
> Até dia 17 de janeiro de 2007 eu fiquei na Casa de
> Estudante do Nordeste em Recife. Durante este tempo eu
> distribui algumas revistas “Renascença” e criou site
> para Sua Santidade Dhanvantari Svami em língua russa.
> [Em janeiro de 2008 eu mudei design esta página e
> aumento texto. Olha só!]
> Dia 19 de janeiro eu cheguei para Natal-RN. Lá,
> pelo convide de mãe Avatara, fiquei na casa dela.
> Durante dia eu escrevei os livros e de noite andei
> pela Praia dos Artistas e Praia do Meio para
> distribuição das minhas revistas e pregação para
> pessoas em geral. No tempo de Carnaval sobraram muito
> pouco minhas revistas por isso eu não viajei para
> encontro de “Nova Consciência”. Até minha partida (eu
> saiu de Natal dia 19 de abril) eu escrevei dois
> livros: “O tesouro da sabedoria antiga” e “Sem
> titulo”.
> Primeiro livro baseado nos textos de
> “Bhagavad-gita” (“Canção de Deus”),
> “Shrimad-Bhagavatam” e pouco de “Shri Ishopanishad”
> (“Linda Upanishad”). Textos selecionados pelos temas
> principais de literatura védica: mundo material e
> misérias, diferença entre alma e corpo, conhecimento
> espiritual e serviço devocional a Deus, qualidades de
> pessoa santa e Suprema Personalidade de Deus, etc. Em
> cada dia do ano (até em fevereiro têm 29 dias) tem um
> trecho para refletir sobre estes assuntos. Segundo
> livro é compilado das citações de “Bhagavad-gita” e
> “Shrimad-Bhagavatam”. Ele só responde para três
> perguntas: quem sou eu? da onde vim? pra onde vou? em
> forma mais ampla e muito profunda.
> Depois alguns dias de carona, dia 24 de abril eu
> cheguei para Fortaleza-CE. Pelo convite de Dhavali
> prabhu eu comecei atendimento odontológico na
> faculdade de estomatologia em UniFor. Fiquei em
> diferentes lugares: na Casa de Estudante do Ceara,
> lanchonete de Martin e Helena, depois foi convidado e
> passou muito tempo na sala comercial, que foi alugada
> pelo Gilberto.
> Nove de junho eu revelou meu desejo de ser
> discípulo de SS Dhanvantari Svami, e ele aceitou mi
> como candidato para discípulo. Com isso começou nova
> etapa de minha vida. Agora eu peguei responsabilidade
> de cumprir as ordens dele e ele responsável para dar
> instruções que ajudam a mim progredir espiritualmente
> e avançar em amor a Deus.
> Quando eu compreendi, que tratamento dentário não
> acaba tal rápido como isso eu desejei, eu comecei
> buscar jeito para editar algum dos meus livros.
> Escolha caiu para “O tesouro da sabedoria antiga”,
> porque ele é menor e mais fácil revisar dele. Eu
> gastei mais de três meses nas conversas com um dono de
> gráfica, mas em final tudo isso não deu certo.
> Apareceu muito enrolação e em fim ele deu custo não
> aceitável. Pagar a vista toda soma, mas de seis mil
> reais, isso é fora de minha capacidade.
> Assim, eu tirei de lista telefônica lista com
> endereços das diferentes editoras e comecei andar uma
> por uma. Encontrar com pessoas responsáveis, perguntar
> sobre valor e outras coisas. Nessas minhas andanças eu
> visitei para Editora “Premius” e fiquei bem-recebido
> pelo Ana (gerente comercial). Por isso, esperei
> possibilidade para conversar com Assis Almeida, dono
> Editora. Com esta conversa pela misericórdia do senhor
> Assis Almeida eu consegui receber desconto para
> serviço de editora e meu pagamento foi parcelado. Isso
> muito ajudou pra mi, porque eu não tinha dinheiro
> suficiente para pagar valor total. E eu deixei minha
> obra nesta Editora.
> Dia 6 de outubro de 2007 saiu meu primeiro livro em
> língua portuguesa com tiragem de 2000 cópias. Este
> livro tem tudo o que é necessário: código de barra,
> ficha catalografica, registro em Biblioteca Nacional
> dos livros em Rio de Janeiro, vendas através do
> Internet na site de Editora. E eu comecei distribuir
> ele.
> No mesmo tempo, quando eu lutei para imprimir
> livro, eu criei página em Internet para Gilberto. Seu
> serviço para sociedade (ele oferece diferentes das
> massagens pelo nome de “Pleno Astral”) muito ajuda
> para pessoas recuperar sua saúde e seu bem-estar.
> Também eu digitalizei alguns livros, que facilita
> minha vida porque mais tempo que eu gasto perto de
> computador é destinado para digitação dos textos.
> Em outubro eu participei alguns encontros (“II
> fórum espiritual mundial”, “I feira dos livros de
> Estado Ceará” e outros) para distribuir meus livros.
> Como disse senhor Assis Almeida: “Diga para tudo mundo
> que você recebeu nacionalidade cearense com Editora
> ‘Premius’!”.
> Dia 24 de novembro eu cheguei para Campina Grande e
> participei o enceramento de Seminário Hare Krishna.
> Depois parou nesta cidade para distribuir meus livros
> e em espera de cirurgia. Natal eu encontrei na casa de
> irmã de Yolanda. Ano Novo eu encontrei solitário em
> leitura de meu livro favorito “Shrimad-Bhagavatam”.
> Das 12 a 22 de janeiro de 2008 eu viajei para
> Caruaru-PE. Descansei um pouco de cidades maiores,
> esforço meu amizade com Rozano, quem pode vender pra
> mi seu terreno. Durante minha presença em Campina
> Grande e Caruaru distribui meus livros.
> Dia primeiro a quinto de fevereiro participei XVII
> encontro “Nova consciência”. Lá conhecei algumas
> pessoas importantes, que tomam decisão em sociedade,
> pessoas sinceras, que mi inspiram seguir mais em
> progresso espiritual, encontrei amigos antigos e fiz
> novas amizades.
> Este ano de 2008 eu dediquei em trabalho com seu
> caráter mais profundo. Eu reviso meus valores de vida,
> cria missão, faço planos, arrumo minha vida com
> padrões de vida espiritual e ensinamentos de SS
> Dhanvantari Svami. Eu não busco sucessos externos, mas
> trabalho comigo mesmo.
>
> Igor.
Que Ele, que nos chamou para serví-lO, abrindo mão das nossas prioridades para fazer a prioridade dEle, tenha misericórdia de nós!
Saulo

02 março 2008

Os cristãos de lá... E os cristãos de cá!

Acompanho com interesse e pesar a luta e o sofrimento de nossos irmãos da “igreja perseguida”. Vejo a perseverança e o amor que têm por Cristo e pelo Reino de Deus. Infelizmente, não posso deixar de fazer um paralelo entre os “cristãos de lá” e os “cristãos de cá” e constatar que temos muito que aprender com eles*. Vejamos:
1) Em Bangladesh, o ex-muçulmano Abu Kalam é um exemplo de entrega total ao Senhor. Foi preso e acusado por seus vizinhos muçulmanos de tentar evangeliza-los. Recebeu ameaças de morte e pode ter de abandonar sua casa: "Estou pronto para ser um cristão, estou disposto a perder minha casa para Cristo, se meus vizinhos não me querem mais lá", disse ele.
Já em São Paulo, Janaina** foi ao culto num galpão apinhado de gente, e diante das câmeras desafiou Deus a dar-lhe uma casa, pois participou fielmente da Campanha promovida pela igreja, não faltou nenhuma vez, não quebrou a “corrente”, e agora veio cobrar o prêmio de seu esforço.
2) Nas Filipinas Joy Dimerin teve o noivo morto por um fanático islâmico: "Eu aprendi a ver o propósito de Deus na minha vida. Aprendi a aceitar as circunstâncias que se colocam à minha frente e as vejo como instrumentos de Deus para me moldar. Através da vida do meu noivo, eu aprendi a me comprometer com o ministério e com a oração. Através da sua morte, eu aprendi a estar sempre preparada para encarar o nosso Criador”.
Em terras brasucas, os cristãos de cá não costumam aceitar provas em suas vidas, e não reconhecem que Deus possa estar trabalhando neles em meio à dor. Ao contrário, toda e qualquer dificuldade é repreendida e encarada como alguma forma de maldição, e negam-lhes qualquer caráter purificador.
3) Na Índia, o pastor Roshan recebeu inúmeras ameaças de extremistas anticristãos caso voltasse a compartilhar o Evangelho novamente em suas aldeias. Em princípio, Roshan não se intimidou e voltou no dia seguinte. Foi atacado pelos extremistas com facas, varas e outras armas brancas.
Por aqui, neste exato momento, podem estar ocorrendo negociações de altos valores com algum pastor pop-star, envolvendo cláusulas que incluem hotéis luxuosos e cachês que começam em vinte mil reais, como costuma fazer um conhecido cantor que só aceita pregar e cantar a partir desse montante. Este crê em milagres, e precisa deles para não naufragar na fé. Aquele possui fé inabalável em Cristo, mesmo se o seu milagre não chegar.
4) Shi Weiha, dono de uma livraria cristã foi preso na China por imprimir cópias da Bíblia sem autorização. Sua esposa disse que os livros da loja eram legalmente impressos e vendidos, mas que o marido dela publicou muitos livros cristãos e Bíblias reservadamente sem autorização e os distribuiu entre igrejas domésticas, por isso foi preso.
No Brasil temos bíblias direcionadas para todos os gostos: para jovens, “teens”, empresários, para a família, para a mulher.... mas a despeito de tantas variedades, o interesse em estudá-la e compreende-la parece ser inversamente proporcional às facilidades de se ter uma. Hoje vale mais a palavra do apóstolo, do bispo, e das profecias que pululam nas igrejas que a Revelação Eterna do Evangelho que foi dado de uma vez por todas.
5) Numa igreja doméstica da China o encontro devocional começou às 8h30, com uma hora e meia de comunhão e estudo bíblico sobre o livro de Romanos. Por volta das 10 horas, o culto da igreja teve início. Com as janelas fechadas, para não serem denunciados, a temperatura na sala subiu a um nível tropical.
Em nossas planícies, igreja doméstica não faz muito sucesso, e uma hora e meia de comunhão e estudo bíblico espanta qualquer jovem que, normalmente busca algo mais eletrizante, que “mexa” com ele. Para atender a essas necessidades de estímulos, o culto foi transformado num grande caleidoscópio. É preciso ter muita sensação, muitas atrações, uma atrás da outra. Sem dúvida, o culto da Igreja Perseguida seria considerado em nossas terras enfadonho demais: “falta avivamento”, diriam alguns.
6) Os cristãos da igreja perseguida sempre terminam seus testemunhos pedindo: “Orem por nós!”. Eles confiam ardentemente no poder da oração. A súplica e intercessão uns pelos outros é o alimento diário deles, cada minuto de suas vidas é dedicado à intensa oração ao Senhor, da mesma forma que o apóstolo Paulo que orava o tempo todo no Espírito e conclamava à igreja a orar por ele.
Os cristãos de cá também pedem: “unjam o meu carro, unjam minha chave, minha moto, escrevam num papel, queimem na fogueira, levem minha foto, uma peça de roupa, façam correntes....”. A razão para isso parece-me clara: os cristãos nativos não confiam na oração pura, simples e sincera ao Pai; por isso precisam de toda sorte de rituais místicos para “incrementar” os pedidos.
Somos de uma geração que goza de liberdade de expressão. Às vezes fico pensando se tantas facilidades não produziram um povo indolente, acomodado e infantil, que busca auto-satisfação e facilidades para suas vidas. Para estes, as adversidades e as provas são como a semente que caiu em solo rochoso, e “chegando a angústia ou a perseguição, logo se escandalizam”. Há uma palavra do apóstolo Paulo, que nunca foi muito bem assimilada na cristandade ocidental, mas plenamente compreendida e vivida pelos “cristãos de lá”:
“Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele” (Fp 1.29).

Daniel Rocha, pastor da Igreja Metodista

* todos os relatos da igreja perseguida são verídicos
**nome fictício