26 maio 2008

O acidente

Olá!

Não costumo utilizar o Blog como noticiário, mas achei interessante comentar um fato que ocorreu na minha vida de ontem para hoje.

Vinham de Campina Grande para João Pessoa a minha irmã, meu cunhado, meus dois sobrinhos (04 e 06 anos) e um amiguinho deles (06 anos). Como chovia muito na estrada, o carro sofreu uma aquaplanagem e deslizou, batendo na mureta da estrada e capotando por 04 vezes. Como as três crianças que vinham atrás estavam sem os devidos cintos, todos voaram de dentro do veículo. Quando minha irmã saiu de baixo do carro, viu que nenhum estava dentro, então se desesperou, porém viu o mais velho se levantando e viu o mais novo mexendo a cabeça (o mais novo deslocou o queixo e quebrou a clavícula). A maior agonia foi que, desesperada, minha irmã começou a gritar chamando o outro (Vítor, de 06 anos) e não o encontrou, então vários carros que vinham atrás na hora do acidente (que inclusive alguns desses viram dois dos meninos voando de dentro do carro na hora da capotagem) começaram a procurar o menino, que não era encontrado, até que uma pessoa de um outro carro notou que o menino estava DEBAIXO DO CARRO. Segundo minha irmã, umas vinte pessoas (mais ou menos quinze carros pararam para socorrer) foram necesárias para desvirar o carro e retirar Vítor de lá, desacordado.

Encaminhados para o hospital, Vítor e Davi fizeram receberam o socorro e foi constatado que Vítor quebrou quatro costelas e uma destas perfurou o pulmão, além de ter um profundo corte desde o lábio até a ponta do queixo e alguns hematomas na cabeça. Davi, conforme falei, teve a clavícula quebrada, um deslocamento no queixo e alguns hematomas no corpo e cabeça.

Imaginem a situação dos meus pais: em 98 perderam um filho com 18 anos de acidente de carro após uma capotagem; então, no dia dos seus 30 anos de casados, liga minha irmã na hora do acidente dizendo que sofreu uma capotagem e que não estava encontrando um dos meninos. No momento eu estava na igreja ensaiando para uma peça (16:00h de domingo) e recebi a notícia por minha namorada, dizendo para eu ficar calmo pois minha irmã tinha capotado o carro vindo de C Grande.

O milagre nisso tudo é, ouvindo os relatos e vendo o carro, saber que nenhum sofre risco de morte; vejo que DE FATO Deus colocou a mão sobre o veículo e mais uma vez tomou conta dos seus, fazendo o seu propósito misterioso na vida de cada indivíduo temente a Ele. Quando estava na casa de uma amiga, minha sogra olhou para o mais velho, que nada sofreu, e disse: "esse anjinho... Voou pela janela, mas Deus segurou suas asas e não deixou ele cair no asfalto".

De fato: Muitas vezes nós queremos usar as asas que o pai nos deu a fim de que possamos voar para onde bem entendemos, geralmente fora da vontade dEle; o bom é saber que Ele quase sempre nos segura, nos deixando cair na grama apenas com poucos arranhões para que lembremos de que não somos "autônomos". Porém, muitas vezes o mesmo Pai permite que caiamos de forma torta, que quebremos alguns ossos e que fiquemos cheios de cicratizes, a fim de que, futuramente, possamos olhar as marcas que o pecado nos causou e possamos dizer: "bem melhor é obedecer e ficar debaixo da mão do Pai do que andar com as próprias pernas e sofrer os danos do erro."

O nosso cinto de segurança é a obediência... Utilizemos este a fim de que possamos estar seguros na hora inesperada.

Que Ele, que nos cerca com Sua poderosa mão, nos abençoe e se alegre de nossas vidas!

05 maio 2008

DEUS, O HOMEM E A MARCHA DA MACONHA

Mais um texto do Pr. Sergio Queiroz, esse que está na foto aí abaixo, homem de Deus e coincidentemente o meu pastor (hehehe).

Alguns "moderninhos" de plantão podem considerar o texto "mais um DESinforme para bitolar desinformados quanto ao uso da maconha"... Não obstante as informações científicas muito bem colocadas por Sérgio, reitero as suas considerações, posto que não sou um pesquisador teórico dos feitos nocivos da maconha, mas convivo diariamente com os resultados práticos dela, já que dirijo uma Casa de Recuperação para Dependentes Químicos onde não faltam alunos sedentos por abandonarem o vício na erva quase ilícita e prestes a se tornar legal...

Que o Senhor tenha misericórdia do futuro da nossa Nação.


E aí vai o texto:

DEUS, O HOMEM E A MARCHA DA MACONHA
Nos próximos dias está para acontecer um dos eventos mais inusitados já ocorridos em nossa ex-pacata João Pessoa: A Marcha da Maconha. A luta dos envolvidos é pela legalização do uso dessa substância psicotrópica que vem marcando negativamente a vida de muitas famílias, além de ser porta de entrada para muitas outras "viagens" perigosas e até mortais.
De acordo com a Universidade Federal de São Paulo, a maconha é a droga ilícita mais consumida no país. Estima-se que mais de três milhões de brasileiros já experimentaram a maconha pelo menos uma vez na vida e, diferentemente do que muitas pessoas pensam, a maconha pode sim causar dependência. Além disso, o uso da maconha reduz a testosterona, que é o hormônio masculino responsável, entre outras coisas, pela produção de espermatozóides.
Assim, o consumo da maconha diminui a capacidade reprodutiva do homem.
Também de acordo com a UFSP, o uso da maconha afeta o sistema respiratório do usuário, levando-o a desenvolver quadros de bronquite e perda da capacidade respiratória, além de aumentar os riscos de câncer de pulmão; sem falar na redução da capacidade de aprendizado, memorização e motivação para o trabalho.
Como vemos, a luta que precisamos travar pela eterna criminalização do uso da maconha não é, apenas, uma questão que interessa à promoção da ética cristã; é também uma questão de coerência científica. Não obstante, precisamos ir mais fundo nessa questão. O uso de drogas lícitas e ilícitas está estreitamente ligado à busca pelo prazer, pela satisfação e pelo senso de completude existencial, o que se afigura com sendo o outro lado da moeda. Do outro lado de um "baseado" ou de uma pedra de crack existe uma pessoa, existe um ser complexo, cheio de carências a serem supridas, repleto de problemas a serem resolvidos e que, muitas vezes, descarrega nas drogas as suas tensões, medos e frustrações.
Posso afirmar que o uso das drogas relaciona-se à busca por plenitude, assunto que vem sendo tratado nessa coluna nas semanas anteriores e que faz parte das nossas mais profundas aspirações.
A nossa juventude carece de ideais firmes, de pontos de sustentação, de válvulas de escape para as suas mais dilacerantes frustrações. O problema é que vivemos em uma sociedade fragmentada, onde grupos lutam para relativizar o valor da família, tirando do casal (homem e mulher) a responsabilidade pela manutenção da célula da sociedade; enquanto outros marcham pelo aborto e pelos "direitos" que dizem ter sobre o próprio corpo.
Não será de se admirar, caso tenhamos, em poucos anos, uma marcha em favor do sexo entre uma criança e um adulto, tudo em nome do "amor" e da "liberdade". Afinal, conceitos que faziam parte da compreensão ética do homem e da sociedade estão cada vez mais se fragilizando, em nome das chamadas liberdades individuais. Onde vamos parar? Qual é o limite da sede por completude que têm os habitantes desse mundo pós-moderno e pós-cristão?
Para muitos, o meu discurso pode parecer "careta", mas não é. A intenção desse artigo é produzir reflexão sobre as nossas reais necessidades e sobre o único meio de saciá-las. A Marcha da Maconha é apenas a ponta do iceberg de um problema muito mais profundo, que esconde almas sedentas por plenitude e caçadoras de um senso de significado existencial e espiritual. É por isso que as palavras de Dostoievski falam por si mesmas: "O homem possui dentro de si, um vazio do tamanho de Deus."
A grande notícia é que Deus deseja preencher esse vazio do homem, mas o homem nega esse vazio e foge do verdadeiro remédio. Demonstrando que o homem precisa mesmo do Divino para encontrar-se consigo mesmo e para saciar a sede por significado, Jesus disse: "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei" (Mt.11.28). Falando com a mulher samaritana e referindo-se à insaciabilidade da humanidade, Jesus também afirmou: "Quem beber dessa água voltará a ter sede, mas o que beber da água que eu tenho para dar jamais terá sede, porque a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que dará vida eterna" (Jo 4:13-14).
O homem só será completo quando encontrar-se com a fonte de sua existência, quando o elo quebrado pelo pecado e pela rebeldia intransigente for refeito em sua vida, através do sangue de Jesus Cristo. Caso contrário, muitas outras "viagens" aparecerão, levando-nos para um lado e para outro da vida. Muitas outras marchas em prol da satisfação do indivíduo e de sua busca por
plenitude serão organizadas. Entretanto, ao final de cada uma dessas tentativas, a humanidade verse- á cada vez mais carente, fragmentada e sem esperança sobre o futuro.
Será a "vitória" do niilismo, que leva ao desespero. Justo prêmio devido a uma geração que, ao tentar tirar Deus de sua existência, encontra-se frente à frente com a agonia da própria alma.
O pior de tudo é que essa mesma alma vai morrendo de sede ao lado da fonte da vida, pelo simples fato de recusar-se a enxergá-la.
Que a Fonte da Plenitude toque o coração dos que tem sede!
Graça e paz!
Sérgio Queiroz *
*Sérgio Queiroz, 36 anos, é bacharel em engenharia civil, psicologia e direito pela Universidade Federal da Paraíba, mestre em Filosofia pela mesma Universidade e em Teologia pelo Instituto Bíblico Brasileiro Betel, estando por iniciar seu doutorado. Atualmente é Procurador da Fazenda Nacional, pastor titular da Primeira Igreja Batista do Bessamar na Paraíba, gestor do Projeto Cidade Viva em João Pessoa e graduado no Instituto Haggai Internacional (Cingapura, 2005). Ele é casado com Samara Vieira Rocha de Queiroz, bacharel em Ciências da Computação e especialista em redes e sistemas de informação, também graduada do Haggai e, além de atuar como supervisora de informática na Justiça Federal da Paraíba, também é uma colaboradora do seu marido no ministério. Eles têm três filhos pequenos.